A mais tradicional e importante premiação de filmes do mundo, o Oscar, passará a ter um novo formato e incluirá novos parâmetros para as escolhas visando contemplar a diversidade entre os indicados. A decisão foi motivada após diversas críticas à premiação, considerando que os indicados e vencedores geralmente não representava grupos diversos.

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Valendo a partir de 2024, a determinação diz que, para ganhar o prêmio, um filme deverá empregar uma cota mínima de representantes de minorias no elenco, equipe ou área administrativa. Se a história do filme for relacionada às minorias, também será levada em consideração.

“Acreditamos que estes padrões de inclusão serão um catalisador para mudanças essenciais e duradouras em nossa indústria” diz uma nota conjunta assinada por David Rubin e Dawn Hudson, presidente e diretora-executiva da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, respectivamente.

Anteriormente, a academia já havia tomado medidas que diversificavam os integrantes, mas as novas regras também visam influenciar na remodelagem das produções Hollywoodianas.

São quatro categorias de representação: na tela; entre a equipe; no estúdio e em oportunidades de treinamento. Para serem elegíveis ao prêmio de melhor filme, será necessário atender a pelo menos dois dos quatro critérios.

Oscar adotará medidas para aumentar representatividade, incluindo LGBTs, negros e mulheres
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  • Na tela: É necessário que o filme tenha um ator de destaque de um grupo racial ou étnico sub-representado, ou 30% dos papéis menores destinados a minorias; ou que aborde questões que envolvem a comunidade;
  • Entre a equipe: nos bastidores, figuras de chefia ou membros da equipe técnica precisam ser oriundos de grupos historicamente desfavorecidos: negros, LGBTs, mulheres ou deficientes físicos;
  • No estúdio e em oportunidade de treinamento: É necessário que haja uma oferta de estágios e treinamento a trabalhadores sub-representados, e diversidade nas equipes de marketing e distribuição de filme.

Em 2016, repercutiu nas redes sociais a hashtag #OscarSoWhite (OscarMuitoBranco), criticando os poucos negros participando da cerimônia. A campanha ganhou mais força recentemente com o movimento #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam), e muitos artistas se manifestaram a favor de um Oscar mais inclusivo.

Com informações do UOL Notícias.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".