A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), fez uma lista contendo as iniciativas pelo Brasil para apoiar as pessoas LGBTQIA+. Os contatos, que podem ser vistos através do Instagram oficial da ANTRA, servem tanto para aqueles que querem fazer alguma doação, quanto para aqueles que estão precisando de ajuda.

Basicamente a ANTRA compilou diversos contatos dos mais diferentes estados, como é o caso da Casa Nem, em Copacabana no Rio de Janeiro; CasAmor, de Sergipe; Projeto SéFora’s, em São Paulo.

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Então menines, estamos em um momento de extrema cautela e isolamento social devido ao corona vírus, muitas pessoas trans (especialmente as travas) que estão no mercado informal se encontram impossibilitadas de trabalhar durante a quarentena. De acordo com a ANTRA 90% das mulheres trans e travesty estão na prostituição. Pensando nisso, iniciamos uma campanha de mapeamento dessas pessoas e também de arrecadação de material de higiene e alimentos para que possam ser destribuidos entre elas. Como a recomendação durante a quarentena é que não saíamos de casa também estaremos recebendo doações em dinheiro, até para quem tá longe também poder doar. Deixaremos uma conta abaixo e pedimos que ajudem na divulgação tanto do MAPEAMENTO ( link na Bio) quanto da campanha de arrecadações. MARQUEM PESSOAS E INSTITUIÇÕES QUE POSSAM NOS AJUDAR, ÓRGÃOS DO ESTADO, ORGANIZAÇÕES LGBT, REDES DE SUPERMERCADO, PARA QUE A GENTE POSSA DAR AMPLITUDE A ESSA CAMPANHA. Gostaríamos do apoio de associação como @astrapapb, ou de órgãos como a SECRETARIA DA MULHER E DA DIVERSIDADE HUMANA do @govparaiba e precisamos da ajuda de vcs para fazer essa questão chegar. TODA AJUDA É BEM VINDA, ALIMENTOS, PRODUTOS DE HIGIENE, DINHEIRO OU TEMPO DISPONÍVEL PARA NOS AJUDAR COM AS ARRECADAÇÕES E ENTREGAS. DOEM, DIVULGUEM, MARQUEM. AJUDEM! CONTA PARA TRANSFERÊNCIA: Nubank Agência: 0001 Conta: 8904932-3 CPF: 122.503.914-24 Gabriella kollontai J. Silva

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Casa Nem, que acolhe trans em situações de vulnerabilidade, precisa de doações com urgência

As pessoas podem ajudar doando cestas básicas, como realizando depósito em contas, dependendo de qual instituição.

ZONA LESTE DE SÃO PAULO

Além das instituições indicadas pela ANTRA, a Associação Cultural Educacional e Social Dynamite, a ACESD, que atende o público LGBTQIA+ na região leste de São Paulo, também está pedindo ajuda para sobreviverem a pandemia do COVID-19. A ACESD fica na Avenida Nordestina, 496, São Miguel Paulista, e o contato é o Marcelo (11) 2032-3737 / (11) 99550-7712 (falar com Marcelo)

“Precisamos de alimentos perecíveis e/ou produtos de higiene pessoal. Dessa forma montaremos cestas básicas e distribuíremos ao público LGBTIQ+ mais vulnerável”.

IMPUNIDADE FAVORECE O ASSASSINATO

Rio de Janeiro – Manifesto realizado na praia de Copacabana lembra as vítimas da transfobia no Brasil. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Em janeiro deste ano, a ANTRA divulgou os dados referente as mortes ocorridas contra travestis e transexuais no ano de 2019.

O levantamento da ANTRA aponta assassinato de 466 pessoas trans registradas entre os anos de 2017 a 2019, sendo 124 apenas em 2019. No ranking por estado em números absolutos, São Paulo fica em primeiro lugar com 51 mortes, e em 2º está a Bahia e o Ceará, com 40 casos. Rio de Janeiro aparece logo em seguida, com 37; Minas Gerais, com 34 e em 5º, Pernambuco, com 28.

No entanto, considerando a taxa de proporcionalidade, a estimativa é que o estado de Roraima seja o mais violento perante este grupo.

Mapa dos Assassinatos 2019 aponta que 59,2% das vítimas tinham entre 15 e 29 anos; 22,4% entre 30 e 29; 13,2% entre 40 e 49; 3,9% entre 50 e 59 anos; e 1,3% entre 60 e 69 anos.

O dossiê aponta que a morte de uma adolescente com 15 anos “ratifica o fato de que a juventude trans está diretamente exposta à violência que enfrenta no dia-a-dia”. 

Considerando todos os dados, a idade média das vítimas de assassinatos é de 29,7 anos. “Quanto mais jovem, mais exposta e propensa ao assassinato as pessoas trans estão”, afirma o relatório.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".

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