O ex-candidato a presidência da república em 2014, o pastor Everaldo Pereira, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 28 de agosto, junto com seus dois filhos: Filipe Pereira e Laércio Pereira, durante a “Operação Tris in Idem”, que também determinou o afastamento de Wilson Witzel (PSC-RJ) do cargo de governador do Rio de Janeiro.

- CURTA A PÁGINA DO FACEBOOK -

Everaldo Pereira foi preso em seu apartamento no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, por policiais federais e uma procuradora. Em um carro da PF, o pastor saiu de lá por volta das 7h45.

Foto: G1

Às 8h25, ele chegou à sede da Polícia Federal no Rio, na Praça Mauá, e por volta das 15h45 chegou ao presídio de Benfica.Além dele, também foram levados para Benfica também: os filhos do pastor Laércio Pereira e Filipe Pereira, Juan Elias Neves de Paula, Lucas Tristão, Iran Pires Aguiar e Edson da Silva Torres.

O pastor Everaldo, em 2016, batizou Jair Bolsonaro no Rio Jordão, em Jerusalém. Na época, Bolsonaro era deputado filiado ao PSC e a cerimônia foi acompanhada por três filhos: Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Vale lembrar que o pastor foi acusado de LGBTfobia em 2014 ao dizer em um debate presidencial na Band que “defende casamento de homem e mulher”. Na época, causou grande repercussão no Twitter.

“Aqui não é Cuba. Defendo casamento de homem e mulher. E a redução da maioridade penal. Fiquem com Deus” – via Huffpost Brasil.

Reprodução

ENTENDA O CASO

O Pastor Everaldo é acusado de liderar um grupo de criminosos que integram o governo de Wilson Witzel, no Rio de Janeiro, por desviar verbas que seriam destinadas a secretaria estadual da Saúde. A acusação consta no documento de delação premiada do ex-secretário da pasta, Edmar Santos, preso em julho deste ano.

Segundo a delação de Edmar, o pastor Everaldo o procurou para tentar “alinhar discurso” e criar uma versão que justificasse os atos ilícitos praticados pela organização. Em depoimento, o ex-secretário disse que, entre os dias 19 e 20 de maio de 2020, foi chamado ao PSC, onde estavam o pastor e seu operador financeiro, Victor Hugo Amaral Cavalcanti Barroso, e que a dupla tinha receio de uma possível delação premiada do ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves. Na ocasião, Edmar foi informado sobre a necessidade de combinar o conteúdo dos depoimentos para que todos tivessem um álibi.

O Pastor Everaldo contou ter sido chamado na véspera ao Palácio Laranjeiras, onde o governador Witzel teria lhe entregue 15 mil reais porque o ex-juiz também estava preocupado com possíveis buscas e apreensões em sua residência oficial.

Com informações do G1 e da Veja.

Google Notícias
Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".