De acordo com informações do Buzzfeed News, a polícia de Nova York agrediu manifestantes no último dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT.

Segundo informações apuradas pelo canal, os policiais os atacaram quando agentes prenderam dois grafiteiros e outros manifestantes gritaram pedindo para ambos serem liberados. Daí começou a confusão, e os policiais usaram spray de pimenta e atacando-os com bastões.

“Estava tudo muito calmo, muito tranquilo” – disse um dos manifestantes, Eliel Cruz – “Eu não via muito a presença da polícia. Do nada eu vi 20 policiais em bicicletas e alguns outros em carros se aproximando, então eu andei um pouco mais rápido”.

Um dos protestantes, o comissário de bordo Dermot Francis, fez duras críticas ao atual prefeito da cidade, o democrata Bill de Blasio, responsabilizando-o pela violência da polícia.

“Por que no dia do aniversário de Stonewall precisamos continuar protestando contra a brutalidade da polícia? Stonewall  sempre foi resistência contra polícia (…) Se o prefeito continuar permitindo que a polícia de nova York aterrorize a cidade, ele deve renunciar”.

Anteriormente, De Blasio fez um tweet dando apoio aos ativistas negros e transexuais que lideraram o movimento LGBTQIA+.

Já um porta-voz da polícia de Nova York disse que eles “não foram avisados” sobre os atos do policiais, dizendo também que a polícia não usa “bombas de gás lacrimogênio”.

Já um porta-voz da Queer Liberation March, organização LGBT de Manhattan, se manifestou favorável aos manifestantes.

Reprodução

“Ficamos horrorizados e furiosos com o ataque brutal da polícia contra manifestantes pacíficos utilizando spray de pimenta, empurrões e prisões” – disse o porta-voz – “No momento exato que o prefeito Blasio fez um tweet parabenizando Stonewall e os direitos LGBTQIA+, a polícia de Nova York deve uma reação exagerada e com uma violências físicas desnecessárias” 

“A polícia se recusa a dizer quantos manifestantes foram presos, e quais as razões para as prisões. Estamos com medo que a polícia de Nova York volte ao Washington Square Park.”

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".