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A Prefeitura de São Paulo comunica que o policial que agrediu a mulher trans Laura Cruz (33) no centro de São Paulo no dia 30 de setembro foi afastado de suas atividades. As informações são da CNN Brasil.

O comunicado diz que “o servidor envolvido foi afastado das atividades operacionais e os fatos estão sendo apurados através de regramento próprio”, acrescentado que as instituições “não coadunam com ações contrárias à preservação dos direitos humanos”.

Laura informou que estava coletando doações na Cracolândia quando foi abordada por dois guardas municipais, que perguntaram o que ela estava carregando. Nesse momento, ela jogou as sacolas no chão, o que fez com que o policial desferisse golpes de cassetete.

Laura é integrante do “Coletivo Tem Sentimento“, que acolhe mulheres (cis e trans) em situação de vulnerabilidade, oferecendo cursos, como de corte e costura. Foi justamente para o coletivo que ela foi a Cracolândia para receber doação de roupas.

Quando ela estava indo, ela passou em frente à viatura da GCM apenas com um caderno na mão. Na volta, ela estava com uma sacola, e foi abordada pelos policiais.

“Quero ir atrás dos meus direitos, isso não pode continuar acontecendo. Ele falou para mim que eu estava no território da Cracolândia e que já devia estar acostumada com isso. Não, não tenho que me acostumar com isso”, continuou Laura no vídeo que fez.

“Laura passa bem, com dor e indignada por tamanha injustiça. Ela foi alvo de discriminação, transfobia e racismo e quer que a luta tudo isso se multiplique”, escreveu o Coletivo Tem Sentimento em sua página no Instagram.

Um levantamento feito pela Rede Nossa São Paulo mostra que 59% dos moradores da capital paulista já sofreram ou presenciaram pelo menos uma situação de preconceito em função de orientação sexual, ou identidade de gênero.

Para 52% dos entrevistados, a prefeitura faz pouco para combater violência de gênero na cidade contra LGBTQIA+, enquanto outros 19% afirmam que a gestão municipal não faz nada, totalizando 71% de avaliação negativa sobre o tema.

Policial que agrediu mulher trans em São Paulo é afastado
Reprodução / CNN

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"