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Um relatório feito pelo grupo de defesas de direitos LGBTs Open for Business aponta que as políticas contrárias a comunidade LGBTQIA+ afetam em até 2% o crescimento econômico anual entre os países do Leste Europeu, como Hungria, Polônia, Romênia e Ucrânia.

O estudo defende que é economicamente estratégico fazer a inclusão LGBT+, independente da religiosidade, cultura ou crenças, dando o exemplo positivo da Irlanda que integrou o casamento homoafetivo em 2015 e teve um significativo crescimento em sua economia.

 Ativistas LGBT bloqueiam passagem de carro da polícia que transporta ativista em Varsóvia, Polônia, em agosto de 2020 — Foto: Janek Skarzynski/AFP
Ativistas LGBT bloqueiam passagem de carro da polícia que transporta ativista em Varsóvia, Polônia, em agosto de 2020 — Foto: Janek Skarzynski/AFP

Um dos autores, George Pelov, explica o objetivo do relatório para a EuroNews: “Queremos mudar a narrativa que tem ocorrido já há algum tempo, que tem sido as guerras culturais. Queremos mostrar que estes países, que têm objetivos de crescimento muito ambiciosos, não serão capazes de o fazer a menos que se comprometam a ser mais abertos e diversos e a apoiar os direitos LGBT e já vimos que os dados apoiam isso”.

As análises são fundamentadas em todas as esferas sociais, incluindo as dificuldades que os LGBTQIA+ passam, a desigualdade financeira e as políticas não progressistas para os membros da comunidade. O relatório também ressalta que o descaso também resulta em mais casos de depressão entre os LGBTs.

Há uma página no relatório especifica sobre a Polônia, onde eles entrevistam o co-fundador da empresa polonesa Monterail, Bartosz Rega, em que Rega entende o quanto não ter apoio político aos LGBT+ é prejudicial.

“Quem vai querer viver neste país?” – disse Rega“Nós vamos perder muitas pessoas com o impacto disso [políticas contrárias aos direitos LGBTQIA+]…Nossa imagem como uma companhia é construída em cima do que nós fazemos, e queremos ser percebidos como progressistas e inclusivos” – conclui.

Vale lembrar que a Polônia possui diversos municípios que se autodenominam “zonas livres de ideologia LGBT“, em que as autoridades locais, mesmo que não juridicamente vinculadas, se abstém de qualquer ação que incentive a tolerância das pessoas LGBTI.

O Parlamento Europeu sempre demonstrou preocupação com o posicionamento da Polônia, e se autodenonimaram “área de liberdade para os LGBTs”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".