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A Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Varsóvia, capital da Polônia, chamada por lá de “Desfile da Igualdade”, que é considerada a maior celebração do orgulho na Europa Central e do Leste, chegou ao vigésimo ano e pôde ser comemorada presencialmente, diferente de 2020. As informações são do EuroNews.

Reprodução Instagram/@warsawholic
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Robert Biedroń
Deputado Robert Biedroń – Reprodução/Instagram

Apesar de reunir tantas pessoas, os direitos da comunidade LGBTQIA+ na Polônia são muito restritos, especialmente porque o presidente Andrzej Duda é de extrema-direita e tem feito campanha contra a “ideologia LGBT” que, segundo Duda, é “mais destrutiva que o comunismo”.

Os organizadores do Desfile da Igualdade se demonstraram preocupados com o futuro, argumentando que na Hungria, o parlamento tornou ilegal a “representação” da homossexualidade e da transexualidade em espaços públicos junto a menores de 18 anos.

Polônia realiza uma das maiores Paradas da Europa Central para lutar contra governo conservador
Reprodução

Protesto contra prisão de ativista

No dia 8 de agosto de 2020, milhares de pessoas protestaram por toda a Polônia após a prisão de uma ativista dos direitos LGBT+ em Varsóvia. A ativista foi identificada com o nome Margot e foi levada a tribunal com sua antiga identidade masculina. Ela está sendo acusada de danificar em junho uma van que trazia mensagens homofóbicas.

Com a maior manifestação no centro de Varsóvia, a polícia polonesa informou que deteve cerca de 48 pessoas que se manifestavam contra a prisão de Margot.

No último mês, o político conservador Andrzej Duda foi reeleito no país com discursos veementes contrários aos diretos dos LGBTs, querendo tirar o direito de casamento civil igualitário e impedir a possibilidade de casais homoafetivos adotarem uma criança. A reeleição do presidente homofóbico foi considerado um estopim para os LGBTs do país, sendo que muitos decidiram sair da Polônia na esperança de terem uma vida melhor. Somente 29% dos poloneses apoiam o casamento entre homossexuais, de acordo com uma pesquisa realizada pelo instituto CBOS em 2019.

“Peço a libertação imediata da ativista LGBT Margot. A ordem de prendê-la por dois meses envia um sinal muito assustador para a liberdade de expressão e os direitos dos LGBTs na Polônia”, escreveu neste sábado no Twitter a comissária dos Direitos Humanos do Conselho Europeu, Dunja Mijatovic. Com informações da agência de notícias AFP.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"