O pré-candidato a prefeito de Arcos, Helder Ribeiro (Partido Democracia Cristã), localizado no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi flagrado por câmeras de segurança com uma faca e batendo em outro homem com socos e pontapés. O registro foi feito no dia 25 de julho, porém os vídeos viralizaram nas redes sociais algum tempo depois. A vítima diz que se trata de agressão e homofobia.

De acordo com o agredido, Gustavo Teixeira, Helder teria chegado ao local visivelmente alterado e questionando a vítima o porquê ele estava tocando o interfone de uma propriedade dele. Logo em seguida as agressões foram iniciadas junto de xingamentos homofóbicos contra ele e dois amigos que estavam com ele.

Após cerca de seis minutos, as vítimas e os amigos conseguiram deixar o local e em seguida dos policiais militares chegaram. Helder teria ameaçado os agentes dizendo que caso ele fosse preso, eles “iriam conhecer o seu poder”, sendo indiciado por desacato.

O boletim de ocorrência foi feito no dia seguinte ao caso, e ele está sendo investigado pela polícia civil. O caso de agressão e homofobia ganhou repercussão na cidade que tem cerca de 40 mil habitantes e, nas redes sociais, os moradores utilizaram a hashtag “#JustiçaParaGustavo”.

“Nada justifica esse ato de tamanha agressão que ele fez comigo. Todos os vídeos mostram que o agressor está completamente descontrolado. Eu o tempo todo tentei afastar, pedi pra que parasse, que eu fosse embora. Mas ele seguia me agredindo, com tapas, socos, murros chutes”

Com informações do Estado de Minas.

Pré-candidato a prefeito do interior de Minas Gerais é acusado de agressão e homofobia; veja vídeo
Reprodução

LGBTfobia é crime

A partir do dia 13 de junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal criminalizou a LGBTfobia. O julgamento do STF foi baseado em duas ações, uma apresentada pelo PPS e outra pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). Foram oito votos a três e, desde então o crime de LGBTfobia se igualou ao racismo até o Congresso Nacional decidir elaborar uma legislação específica sobre. Na prática, isso significa que as pessoas que ofenderem ou discriminarem os membros da comunidade estão sujeitos a punição de até três anos de cadeia, sendo um crime inafiançável e imprescritível. Apesar disso, uma matéria do jornal O Globo aponta que que ainda há lacunas entre a decisão do supremo e a implementação na prática.

Na prática, isso significa que as pessoas que ofenderem ou discriminarem os membros da comunidade estão sujeitos a punição de até três anos de cadeia, sendo um crime inafiançável e imprescritível. Apesar disso, ainda hoje há lacunas entre a decisão do supremo e a implementação da lei na prática.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".