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O Grupo Gay da Bahia publicou em seu Instagram oficial que um homem gay, que não quis se identificar, não conseguiu doar sangue no Hemoba (Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia), em Salvador, mesmo com os exames de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) feitos recentemente.

Já a conta da Hemoba no Instagram fez uma postagem no último dia 9 de janeiro, dizendo que “segue rigorosamente a legislação da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde que, desde 08 de Junho de 2020, assegura a doação da comunidade LGBTQIA+”. 

“A Hemoba reafirma ainda que não existe preconceito ou discriminação no processo da doação de sangue. Os critérios utilizados na triagem médica são baseados em evidências epidemiológicas e científicas de acordo com o Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Informamos ainda que a triagem médica é sigilosa, nesse sentido não é possível tornar público o motivo da inaptidão de um determinado doador. No entanto, a direção da Hemoba se colocar à disposição para mais esclarecimentos dos próprios voluntários”

Professor relata que foi impedido de doar sangue por ser gay
Reprodução

Segundo o Ministério da Saúde, um dos impedimentos para doação de sangue é a pessoa ser exposta a situações de riscos para ISTs, mas isso independente da orientação sexual de alguém. Caso isso ocorra, ela deve aguardar 12 meses após a exposição para então doar sangue.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar restrições à doação de sangue por homens gays. Na ocasião, a maioria dos ministros considerou que as normas do Ministério da Saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que limitavam a doação por homossexuais, eram inconstitucionais

Até essa decisão, os bancos de sangue rejeitavam a doação de homossexuais que tivessem feito sexo com outros homens nos 12 meses anteriores à coleta. A proposta aprovada pelo Senado inclui uma lei de 2001, que estabelece a não segregação dos doadores devido à orientação sexual, como diretriz da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados.

Segundo o projeto, quem desrespeitar essa regra estará sujeito às penas dos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e, ainda, de improbidade administrativa. A proposta foi apresentado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e relatado por Humberto Costa (PT-PE).

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"