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Como celebração do mês do orgulho LGBTQIA+, a Plataforma Coletiva Queerlombos lança a edição piloto da sua revista. A publicação recebeu recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e tem como premissa oferecer de forma pública e gratuita conteúdo relevante sobre e para a comunidade LGBTQIA+. Partindo desse recorte, a revista aborda vivências, experiências, discussões sobre políticas públicas, direito à cidade e produção cultural. Para ler a edição completa, clique aqui.

Entre os textos da edição piloto, estão uma entrevista com Susy Shock, realizada por Fredda Amorim e Andrea Del Valle Bazan, e um ensaio de Laura M. Quimbay. Susy, que se define como artista trans “sudaca”, é uma atriz, escritora e cantora argentina. Escreveu colunas em jornais e revistas culturais e publicou seis livros. No cinema, protagonizou o filme “Andrea.Un melodrama rioplatense”, participou da obra “Escenas de una fiesta rota” e estreou o documentário “Desconstrucción, crónicas de Susy Shock”.

Em novembro de 2014, editou seu primeiro disco “Buena vida y poca verguenza” e, em 2019, lançou seu segundo disco, “Traviarca”. Ela também realizou uma série de shows e oficinas para crianças, chamado “Crianzas”. Laura M. Quimbay é pesquisadora das artes do corpo, atravessada por temas como o anarco-feminismo, anticapitalismo, antiespecismo e cuidado.

A escolha dos conteúdos que compõem a publicação se deu por meio de um processo de queeradoria. Um experimento coletivo de criação estética e artística, mas sobretudo um movimento político e de reflexão de como sobreviver no contexto de pandemia em que o projeto acontecia. Dessa forma, a celebração dos encontros, união e cultivo da energia da vida se tornaram ainda mais potentes na transformação e decomposição das realidades.

Plataforma Coletiva Queerlombos lança revista dedicada à cultura LGBTQIA+
Reprodução

A expectativa é de que a publicação colabore para a multiplicação de discussões e pautas que são importantes para a comunidade LGBTQIA+ de Minas Gerais e de todo o Brasil. “Esperamos que ações coletivas como essa possam aproximar a multiplicidade existente dentro do nosso movimento”, afirmou Fredda Amorin, produtora Geral do Projeto na capital mineira.

Fundada em 2016, a coletiva Queerlombos surgiu na cidade de Ouro Preto, do encontro de artistas, profissionais da cultura e pesquisadoras. Desde então, realiza a Semana de Diversidade de Ouro Preto e Mariana. Em 2019, estendeu sua atuação para a capital mineira, com temáticas e pautas relevantes para a cultura LGBTQIA+.

O projeto, nº 1572/2018, aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte também contou com o lançamento do site, do podcast Canjerê de Ideias, da série audiovisual EscutaQueer, realização do ciclo de bate-papos Canjerê das Ideias, realização das oficinas “Produção de conteúdo para mídias digitais”, com Giovanna Heliodoro, e “Seja ligeira: autogestão e produção para artistas LGBTQIA+ independentes”, com Fredda Amorim, e realização do processo de experimentação artística “Ateliê de Si”, com Vina Jaguatirica.

SERVIÇO QUEERLOMBOS:

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"