Criaram um site de encontros nos EUA só para pessoas anti-Trump

Após um site de encontros pró-Trump que não dá opção para pessoas LGBT se cadastrarem, um site anti-Trump e pró-gay foi lançado em resposta

Em fevereiro, surgiu um site de encontros chamado Trump.Dating, cujo logo remete ao topete do presidente e o slogan é “Make Dating Great Again”, fazendo clara referência à campanha eleitoral de Donald Trump. Os casais que aparecem na campanha aparecem com bonés pró-Trump e não é possível se cadastrar no site como “gay” ou qualquer outra opção que não seja “straight” (heterossexual).

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Site “Trump.Dating”

Esta semana, o American Liberal Council respondeu ao site homofóbico criando sua versão para relacionamento de pessoas anti-Trump, onde gays, lésbicas – e também héteros! – podem se cadastrar. A plataforma ironizou e fez o layout idêntico ao Trump.Dating. Mais de 100 mil pessoas já se cadastraram no NeverTrump.Dating.

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Quem quiser acessar: http://nevertrump.dating

O site NeverTrump.Dating se descreve como “destinado a quem quer ter certeza de que seus parceiros românticos acreditam na ‘tolerância e justiça'”. Para quem quiser se cadastrar: http://nevertrump.dating

Enredo de pornô gay tem atores com boné da campanha de Trump fazendo gang banging

QUESTÕES SOCIAIS DE TRUMP

Trump se descreve como “pró-vida” e se opõe ao aborto, salvo as exceções de estupro, incesto e em circunstâncias que põem em perigo a saúde da mãe. A Organização sem fins lucrativos Susan B. Anthony List, um grupo anti-aborto, enalteceu a lista de indicados de Trump à Suprema Corte dos Estados Unidos, ao passo que o grupo pró aborto NARAL Pro-Choice America classificou a lista de indicados como “o pior pesadelo de uma mulher”.

Trump se distanciou de seus rivais republicanos a respeito dos temas LGBT. Durante sua pré-candidatura, afirmou que “pessoas transgêneras deveriam usar o banheiro que acharem apropriado”, adotando uma posição oposta à de seu então principal rival na disputa, o senador Ted Cruz. No final da década de 1980, Trump fez doações a organizações dedicadas ao combate contra a Aids, e em 2000 afirmou em entrevista à revista The Advocate, dedicada ao público LGBT, que apoiava a inclusão de uma emenda na Lei de Direitos Civis de 1964 que proibisse a discriminação baseada na orientação sexual. “É algo justo”, afirmou. No entanto, durante a campanha presidencial, Trump disse que se opunha a Obergefell v. Hodges, a decisão da Suprema Corte que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país, e que acredita que a incumbência das decisões cabe, individualmente, aos Estados. Trump afirmou que, uma vez eleito, “consideraria fortemente” apoiar a Suprema Corte a derrubar a decisão. Todavia, Trump ainda dá sinais ambíguos sobre o tema. Poucos dias antes da eleição, ele posou para uma fotografia com uma bandeira arco-íris cedida pelo movimento “LGBT for Trump”. Além disso, ao conceder uma entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, após ser eleito, ele voltou atrás e disse que considera a questão do casamento gay fechada. “Isso já não é atualidade, porque já foi decidido. É lei… acabou”, declarou Trump.

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