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Paula Beatriz (50) é educadora da Escola Estadual Santa Rosa de Lima, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, sendo a primeira diretora transgênero de um escola pública na cidade. Agora, seu nome será homenageado em uma travessa localizada na favela do Jardim Mitsutani. As informações são da Folha de São Paulo.

“Meu nome fica registrado para sempre, né?”, diz Paula.

Com influência dentro da comunidade trans, sua história de vida já foi contada no filme “Meu Corpo Político” e na série documental “Transgente”.

A ideia de nomear a travessa foi dos próprios moradores envolvidos com a ONG Instituto Ação Geral, que visa fazer uma atuação esportiva e cultural a fim de melhorar o nível educacional dos jovens na região, em parceria com a Enel, empresa de distribuição de energia elétrica na capital. O objetivo de ambos é que regularizem o terreno onde fica a travessa, localizado na rua Cabeceiras de Basto.

Travessa do Capão Redondo, em SP, recebe nome de pedagoga trans
Reprodução

A travessa do Capão Redondo é onde fica a ONG, e eles escolhem os nomes das ruas pensando em personalidades históricas e ativistas envolvidos em mudanças do mundo, mas que a pessoa esteja viva.

Paula agradece o reconhecimento, mas alerta sobre a falta de acolhimento às mulheres trans: “Enquanto a gente celebrar o nome na travessa, tem gente sendo espancada e morta no Brasil por ser quem é”, diz.

A diretora escolar também ressalta que é muito importante que as pessoas reconheçam os transgêneros como seres humanos. “Precisamos dar um passo atrás e ver a humanidade dessas pessoas. Comunicar que, antes de tudo, são humanos e devem ser vistos assim”, aponta.

O advogado Flávio Moura de Campos (29), que é um dos articuladores para a concretização para nomear a travessa, defende que essas ações contribuem para tirar as pessoas trans da invisibilidade. “Possibilita que ‘corpos invisíveis’ pelo sistema sejam vistos, ouvidos'”, disse.

“Ela [Paula] é uma representante desse grupo de invisibilizadas, de mulheres que só são vistas para serem agredidas, ofendidas e expostas ou objeto e chacota pela sociedade”, continua.

“Nós vamos à travessa, às ruas, às montanhas, para os vales. Vamos falar onde a gente quiser e os nomes serão conhecidos.”, conclui

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"