Segundo um artigo publicado pelo Sintrajud no último dia 30 de junho, houve uma série de comentários homofóbicos relacionados ao post do Tribunal Regional do Trabalho feito para celebrar o Dia do Orgulho LGBTI.

“Em um post que divulga a legislação existente no país contra discriminações no mundo do trabalho – que frequentemente chegam ao Judiciário -, o TRT-2 foi questionado porque estaria a ‘propagar a agenda marxista’, ‘privilegiando’ segmentos sociais, promovendo ‘desrespeito ao princípio da imparcialidade’, entre outras manifestações de discriminação e ódio.”

Um estudo realizado pelo LinkedIn com mais de 100 mil profissionais LGBTI+ revelou que 35% já sofreu algum tipo de discriminação velada ou direta.

“E para as pessoas transgêneros, a dificuldade de encontrar ou se manter no emprego é ainda maior – 90% deles acabam recorrendo à prostituição, segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).”

Reprodução

O mesmo estudo também comprova que 60% das pessoas LGBTs escondem a orientação sexual no trabalho para não enfrentarem preconceitos e discriminação.

“Os avanços no reconhecimento dos direitos das pessoas LGBTQI+ sempre dependeram de luta e de conquistas de espaços. Para quem não sente o preconceito na pele, é fácil colocar como uma pauta estranha, mas enquanto todos os nossos direitos, inclusive os mais básicos, não forem efetivados a todas e todos, é um dever nosso e das instituições trazer à mesa o debate e confrontar as situações que decorrem da lgbtfobia, do racismo, do machismo, e de qualquer tipo de preconceito. E quem acha que esse debate está fora de lugar, em qualquer lugar, é quem mais precisa dele”, ressalta Fabiano dos Santos. Dirigente do Sintrajud e da Fenajufe, Fabiano é trabalhador do TRT-2.

O artigo do Tribunal Regional do Trabalho também esclarece que qualquer pessoa que se sentir discriminada ou assediada em ambiente de trabalho deve imediatamente recorrer ao RH ou à ouvidoria da empresa.

“Se não for o suficiente, procure o seu sindicato e a Justiça do Trabalho” – e por fim, eles reforçam o compromisso com a luta dos LGBTs – “A diretoria do Sintrajud saúda a luta LGBT e seguirá atuando para que todos os tribunais desenvolvam políticas de combate às discriminações.”

Comentário homofóbico em redes sociais passa a ser crime

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".