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Um tweet publicado por um internauta identificado como “MarquesZero”, no último dia 18 de maio, viralizou no Twitter propondo que todos usassem a imagem da bandeira do Brasil ao lado do nome de sua conta. A ideia é desvincular a associação da bandeira com Jair Bolsonaro e seus seguidores.

Sendo adotada por boa parte da comunidade que não apoia o governo Bolsonaro, a repercussão fez com que até o Felipe Neto se posicionasse.

“É hora de tirarmos o poder de uso político da bandeira do Brasil pela extrema direita. A bandeira não pertence a eles, pertence a todo povo brasileiro. Usarei a bandeira do Brasil no meu nome, não como símbolo de ultranacionalismo, mas como luta pela reconquista do que é do povo” – disse, publicando um outro tweet em seguida fazendo duras críticas ao atual governo – “Ao lado da bandeira do Brasil, deixo uma bandeira de luto pela realidade que estamos vivendo nesse momento, por todas as mortes causadas pela pandemia e pelo estado de insegurança pública no Rio de Janeiro.”

Segundo uma matéria na Folha de São Paulo, a adoção da bandeira brasileira pelos manifestantes pró-Bolsonaro divide opiniões. Algumas pessoas alegam que há uma espécie de “roubo” dos ´símbolos pátrios pela direita, enquanto outros afirmam que a culpa é da esquerda, que preferiu deixar de lado a bandeira nacional e adotou a cor vermelha.

Já para o escritor e filósofo Francisco Bosco, o processo que levou aos apoiadores de Bolsonaro a se apropriarem da bandeira do Brasil está relacionada as manifestações de junho de 2013. Bosco afirma que os tons de verde e amarelo surgiram durante estes protestos contra a corrupção.

“Ela era percebida como uma causa patriótica, ‘universal’. Daí vestir as cores da bandeira” – diz.

Segundo a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, regimes populistas em geral adotam essa estratégia pois ao elevarem a pátria, transformam os adversários em inimigos, bodes expiatórios.

Derrubar Bolsonaro, questão de sobrevivência | Todd Tomorrow




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"