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Um Trabalho de Conclusão de Curso feito por alunos do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Avantis – UniAvan, em Balneário Camboriú, deu início a um serviço exclusivo e gratuito para atendimento fisioterápico pélvico para as pessoas que fizeram a cirurgia de redesignação sexual.

Na clínica, o atendimento é feito no pré e pós-operatório como forma de identificar algum desconforto ou problema na região após o procedimento, que pode ser tratada. “A pessoa pode apresentar dor, distúrbios na função urinária como incontinências, ausência de lubrificação e também pode ocorrer o fechamento do canal vaginal, a chamada estenose da neovagina. Outro problema que pode ocorrer é a fraqueza muscular, entre outros sintomas”, explica a professora orientadora Angelise Mozerle. Após análise inicial, se necessário, é criado um plano de tratamento fisioterapêutico para auxiliar no processo de recuperação.

O atendimento é realizado nas clínicas de fisioterapia do Centro Universitário Avantis – UniAvan em Camboriú, embora possa ser feito on-line, com videochamadas para pessoas de todo o Brasil. O trabalho já existia para pacientes com disfunções miccionais, como perda urinária, excesso de idas ao banheiro, dor durante o ato sexual. Foi a partir dos estudos de Andréia e Kimberly que o atendimento passou a ser adotado também para a comunidade trans.

A intenção é atender pessoas de todo o Brasil, não só de Camboriú, sobre as mudanças e modificações de sensibilidade na região dos chamados músculos do assoalho pélvico, que inclui as áreas genitais tanto masculina quanto feminina, e como a fisioterapia pode ajudar numa recuperação mais rápida. O atendimento é gratuito após análise dos casos e definição do tratamento para minimizar essas disfunções.

Universidade de Camboriú oferece atendimento fisioterapeutico gratuito a pessoas trans
Divulgação

PRIMEIRAS CIRURGIAS DE REDESIGNAÇÃO SEXUAL NO BRASIL

A primeira cirurgia de redesignação sexual ocorrida no país ocorreu em Itajaí no de 1959: um homem trans procurou o médico José Eliomar da Silva e foi constatado uma variação intersexo. O doutor José Eliomar realizou então a cirurgia, mudando todas as características do jovem para as típicas da sua identidade de género. Ganhou as páginas do país através da extinta revista O Cruzeiro.

A primeira cirurgia do país em uma mulher trans foi realizada em 1971 pelo cirurgião Roberto Farina. A polêmica gerada pelo caso o levou a ser condenado em 1978 a dois anos de reclusão sob alegação de haver infringido o disposto no artigo 129, § 2°, III, do Código Penal Brasileiro. O processo foi movido pelo Conselho Federal de Medicina, que o acusou de “lesões corporais”.

O cirurgião Jalma Jurado foi o que mais fez transgenitalizações de mulheres trans: ao todo, mais de 500 cirurgias

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"