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O Viaduto Sumaré, localizado na Zona Oeste de São Paulo, ganhou uma intervenção urbana de pintura com as cores do arco-íris, idealizado pelo artista Mena e finalizada neste sábado, dia 9 de outubro, que pintou os muros como se tivesse o mesmo efeito de um cristal contra a luz do sol. As informações são do G1.

“Ao colocar um cristal em direção ao sol, podemos observar a formação de um arco-íris a partir da Luz. […] Desejo que essa intervenção possa ser um portal de transformação, equilíbrio e harmonia para todos que ali passam”, disse o artista em post no Instagram.

Mena disse que foram utilizados 432 litros de tinta e 540 tubos de spray para a pintura. Ele também compartilhou todo o processo em vídeo no Instagram.

“A rua pode ser vista como ‘fora’ de nós quando apenas passamos por ela. Cada vez que passo dias cuidando de um espaço na cidade, sinto que esse espaço me pertence, sinto também que é minha casa. Então me dedico arduamente e inteiramente para que minha casa fique mais bela e meus irmãos que nela habitam se sintam mais acolhidos”, disse Mena.

Viaduto Sumaré, em São Paulo, ganha as cores do arco-íris
Viaduto Sumaré (Reprodução)

POR QUE A BANDEIRA LGBT É UM ARCO-ÍRIS?

Durante a Segunda Guerra Mundial, os homossexuais nos campos de concentração nazistas eram identificados por um triângulo rosa. O início dos anos 1970 também foi quando o movimento pelos direitos gays começou a surgir na Alemanha.

Em 1972, “The Men with the Pink Triangle”, a primeira autobiografia de um sobrevivente de campo de concentração gay, foi publicada. No ano seguinte, a primeira organização gay alemã do pós-guerra, a “Homosexuelle Aktion Westberlin” (HAW), reivindicou o triângulo rosa como um símbolo de libertação, ressignificando o símbolo para algo mais positivo.

Nessa mesma época, em São Francisco, Califórnia, o movimento pelos direitos dos homossexuais florescia, e os militantes queriam um símbolo que fosse mais entusiasta, visto que muitos homossexuais se sentiam desconfortáveis com um símbolo de um momento histórico tão cruel e não aderiram à sua ressignificação.

Nesse contexto, o artista Gilbert Baker foi desafiado por Harvey Milk (o primeiro político gay eleito nos Estados Unidos da América) em providenciar um símbolo para a comunidade gay, aplicado pela primeira vez em larga escala no Dia de Liberdade Gay de São Francisco, na Califórnia, em 1978, data esta que é considerada precursora da parada de orgulho LGBT moderna.

Fontes sugerem que Baker teve fortes inspirações na canção “Over the Rainbow“, além de se basear no movimento hippie, em que o arco-íris era um símbolo de paz e harmonia. Gilbert Baker contou com o apoio de trinta voluntários que tingiram a mãos e costuraram às duas primeiras bandeiras para o desfile.

Após a conclusão, as duas bandeiras foram hasteadas para secar no último andar de uma galeria de um centro da comunidade gay em São Francisco. Porém, a bandeira só foi oficialmente apresentada ao público pela primeira vez na Parada do Orgulho LGBT de São Francisco, com oito cores, cada uma com um significado específico. Entretanto, por motivos comerciais, visando diminuir o preço, as cores rosa e azul-claro foram removidas.

Outras fontes sugerem que as cores foram eliminadas devido à dificuldade em se encontrar tecido nas cores rosa e turquesa. Dessa maneira, atualmente a bandeira possui apenas seis cores.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"