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Após Ashton Kutcher e Mila Kunis revelarem ao podcast “Armchair Expert”, em julho,  que não tomam banho todos os dias e que também não dão banho em seus filhos diariamente (Kutcher disse que a lava as axilas e as virilhas diariamente e nada mais, e que após os treinos, “joga um pouco de água no rosto para tirar os sais”), o ator Jake Gyllenhaal concedeu uma entrevista à revista americana “Vanity Fair” onde comentou sobre seus (não) hábitos de higiene pessoal.

Jake Gyllenhaal
Jake Gyllenhaal – Reprodução

“Fico sempre chocado com o fato de que as buchas vêm da natureza. Elas parecem ser feitas em uma fábrica, mas não. Cada vez mais eu acho o banho menos necessário. Acredito que boas maneiras e mau hálito não levam a lugar nenhum. Então eu faço isso. Acredito que não tomar banho também ajuda com os cuidados da pele… Acredito que naturalmente nós nos limpamos”, disse o ator.

Soma-se esta declaração a um recente post, feito em seu Instagram no último dia 03, onde faz campanha para um perfume da Prada:

A atriz Kristen Bell e o marido, Dax Shepard, recentemente surpreenderam os fãs após falarem sobre os hábitos de higiene das filhas, Lincoln, de 8 anos, e Delta, de 6 anos. O casal revelou que costuma das banho nas meninas quando elas já estão fedendo.

Jake Gyllenhaal
Jake Gyllenhaal – Reprodução

Brasileiros e o banho

O povo brasileiro é conhecido no mundo inteiro por seus hábitos regulares de higiene pessoal, tomando de um a dois banhos todos os dias.

Essa é uma herança dos povos indígenas que habitavam o país antes da chegada dos portugueses, que não só tomavam banho como também se depilavam, cortavam os cabelos e se banhavam utilizando produtos vegetais como o óleo de andiroba e extrato de pitanga, que curiosamente, são usados até hoje na indústria da higiene pessoal.

Registros históricos apontam que os indígenas tomavam cerca de cinco a oito banhos por dia, enquanto os europeus do século XVI tomavam em média dois banhos por ano, geralmente por recomendação médica.

Segundo o historiador Eduardo Bueno, os portugueses achavam que o banho abria os poros e esta seria a porta de entrada para diversas doenças oriundas das pestes. Então eles entendiam que não tomar banho fazia com que a pele desenvolvesse uma grossa camada de cascão que protegia o indivíduo das doenças.

A igreja também não gostava que as pessoas tomassem banho para evitarem a masturbação, já que “olhar para as partes íntimas” poderia resultar em um ato pecaminoso. Então por recomendação médica e pela própria igreja, o banho era mal visto na Europa ao longo de quatro séculos.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"