Repórter de TV revela ter HIV: ‘não duvide de si mesmo por causa dessas três letras’

Correspondente do canal ABC diz que foi advertido a não revelar seu status: “Por dez anos o estigma e os profissionais do setor disseram 'não revele, isso vai arruinar você'"

Um repórter da afiliada da ABC, em Los Angeles, revelou através de suas redes sociais que é  portador de HIV. Na foto, Karl Schmid veste uma camiseta promovendo @theaidsmemorial, uma página dedicada às pessoas vitimada pela AIDS.

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Foto: reprodução Instagram

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Na postagem, Schmid diz: “Oi. Eu sou um homem HIV positivo de 37 anos vivo com isso há 10 anos. Eu trabalho na televisão. E do lado da câmera, ainda é considerado ‘tabu’ para as pessoas ‘como eu’ serem ‘como eu’. Há dez anos o estigma e os profissionais da indústria dizem: ‘não revele seu diagnóstico, Vai arruinar você.'”

“Mas aqui estou. Eu sou eu. Eu sou igual a você. Eu tenho um grande coração e quero ser amado e aceito. Eu posso estar na TV, mas no final do dia eu sou apenas um cara comum que quer ser aceito e amado por nossos amigos e familiares – e ser encorajado por nossos colegas”, continua. “Você não pode deixar todo mundo feliz, mas você pode se fazer feliz. (…) Os rótulos são coisas que vêm e vão, mas a sua dignidade e quem você é é o que define você. Eu sei quem eu sou, eu sei o que eu defendo. Me ame ou me odeie, isso é com você. Mas, para quem já duvidou de si mesmo por causa dessas assustadoras três letras e um símbolo, saiba, você é alguém que importa. Seus sentimentos, seus pensamentos, suas emoções contam. E não deixe ninguém te dizer o contrário. Sou Karl Schmid e sou um homem seropositivo!”

Schmid, que nasceu na Austrália, atua em Hollywood. Ele foi responsável por cobrir ao vivo a premiação do Oscar e da festa Vanity Fair.

O fundador do @theaidsmemorial comentou ao GSN: “As pessoas que vivem com o HIV muitas vezes se sentem nervosas em expor o diagnóstico devido ao medo do estigma ou da discriminação. Ao fazê-lo, eu sei, especialmente a partir do feedback, ele ajudou muitos a perceberem que o HIV não é algo para se envergonhar. E que eles não precisam viver em isolamento”.