GAY BLOG BR by SCRUFF

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou em 18 de junho de 2018, durante lançamento da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 11), a retirada dos transtornos de identidade de gênero do capítulo de doenças mentais. Com a mudança, o termo passa a ser chamado de incongruência de gênero, e está inserido no capítulo sobre saúde sexual. A classificação aconteceu 28 anos depois da decisão de retirar o termo homossexualidade da lista de doenças, no dia 17 de maio de 1990.

Segundo a OMS, existem evidências de que a incongruência de gênero não se trata de um transtorno mental, mas que ainda “há a necessidade de garantir atendimento às demandas específicas de saúde da população trans”, o que explica o fato de o termo não ter sido retirado totalmente da CID. Além disso, a Organização destaca que este é um passo importante para a redução do estigma e da discriminação em relação à essa população e para a garantia de acesso à saúde.

Os Estados Membros das Nações Unidas puderam adotar a nova CID em maio de 2019, quando apresentada na Assembleia Mundial da Saúde, e a lista passa a valer oficialmente a partir de 1º de janeiro de 2022. A versão disponível atualmente é uma pré-visualização, e permite que os países planejem, traduzam e capacitem os profissionais de saúde para trabalhar de acordo com as novas classificações.

Segundo a Agenda para Zero Discriminação nos Serviços de Saúde, elaborada pelo UNAIDS, a discriminação é uma barreira ao acesso à saúde e aos serviços comunitários, além de impedir o alcance de uma cobertura universal na área da saúde. Isso leva a resultados precários em saúde e inibe esforços para acabar com a epidemia da HIV e alcançar padrões saudáveis de vida para todos.

A discriminação na saúde pode ocorrer de várias maneiras, seja ao negar atendimento e privacidade, quebra de confidencialidade e desinformação. Sob a lei internacional dos Direitos Humanos, os países têm a obrigação legal de abordar a discriminação nos serviços de saúde e no local de trabalho.

Dados do UNAIDS apontam que travestis e pessoas trans têm até 49 vezes mais chances, em comparação com a média das pessoas com vida sexualmente ativa, de adquirir o HIV ao longo da vida. No Brasil, dados mais recentes do Ministério da Saúde revelam uma prevalência de HIV em torno de 31% nesta população, ante uma prevalência de 0,4% na população em geral.

Com informações da UNAIDS.

Junte-se à nossa comunidade

O app SCRUFF possui mais de 15 milhões de usuários no mundo todo. Seja Embaixador SCRUFF Venture para ajudar os LGBTs que estão visitando sua cidade. Tenha uma agenda atualizada das melhores festas, paradas, festivais e eventos. Baixe o app SCRUFF diretamente deste link.