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O SCRUFF fez uma pesquisa no sexosemduvida.com, diversitybox.com e Universa e resumiu o principal significado de cada uma das letras da sigla LGBTQIA+:

LÉSBICAS – é uma orientação sexual e diz respeiro a mulheres (cisgêneros ou trans) que se sentem atraídas afetiva e sexualmente por outras mulheres (também cis ou trans).

GAYS – é uma orientação sexual e se refere a homens (cisgêneros ou trans) que se sentem atraídos afetiva e sexualmente por outros homens (também cis ou trans).

BISSEXUAIS – também é uma orientação sexual. São pessoas que se relacionam afetiva e sexualmente tanto com homens quanto mulheres (inclusive, homens e mulheres transgêneros, que também podem ser bissexuais).

TRANS – este é um conceito relacionado a pessoas que não se identificam com o gênero de nascimento.

QUEERS – são todos que não se encaixam na “heterocisnormalidade”, que não pertecem à heterossexualidade ou/e cisgeneridade.

INTERSEXUAIS – descreve as pessoas que podem nascer com genitais correspondentes a um sexto, mas ter o sistema reprodutivo e os hormônios de outro. No passado, essas pessoas eram chamadas erroneamente de hermafroditas, temo que não é mais socialmente aceito.

ASSEXUAIS – são as a pessoas que não sentem atração sexual, nem pelo sexo oposto, nem pelo mesmo sexo – o que não significa que não possam desenvolver sentimentos amorosos e afetivos por outras pessoas.

“+” – o símbolo da soma no final da sigla é uma tentativa de incluir demais variações de orientações e identidades que não são representadas nas primeiras letras.

Por que substituímos a sigla “GLS” por “LGBTQIA+”?

Quem viveu os anos noventa provavelmente lembra da sigla GLS, que era usada para designar a comunidade que hoje chamamos de LGBTQIA+. Você sabe por que houve a mudança?

GLS foi um termo criado no Brasil em 1994 por André Fischer em uma conversa Camila Carvalho na busca de uma tradução para “gay friendly”. A tropicalização da sigla teve motivação a estratégia de comunicação de lançamento do BBS e Festival Mix Brasil do respectivo ano.

Em suma, GLS foi um acrônimo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes e seu objetivo inicial era puramente mercadológico, mas em pouco tempo foi adotado pela sociedade brasileira. O “S” de simpatizantes vinha para representar as pessoas heterossexuais que apoiavam o movimento.

Posteriormente, a própria organização do Festival Mix Brasil fez uma autocrítica ao perceber que as três letras excluíam algumas orientações e identidades. Como nos Estados Unidos já se utilizava a sigla LGBT, em 2008 o termo GLS foi oficialmente substituído, com o objetivo de se aproximar das outras culturas que já a utilizavam. Inicialmente era dito como GLBT, porém as letras “L” e “G” foram trocadas de lugar para valorizar as lésbicas no contexto de diversidade sexual, considerando que a visibilidade dos homens gays é muito maior do que a das mulheres homossexuais na sociedade.

Além disso, o “T” inclui as pessoas trans, colocando a identidade de gênero junto à orientação sexual. Como o objetivo é a luta por direitos e a promoção das mais diversas identidades de gênero e orientações sexuais, a sigla foi ganhando mais letras, e hoje é mais conhecida como LGBTQIA+, sendo que o “+” é para incluir todas as pessoas que não se enquadram nas outras letras e nem nos héteros e cisgêneros, como agêneros, arromânticos, não binários, gênero fluido etc.

1 filme pra cada letra “LGBTQIA+”

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