Uma pesquisa realizada ela consultoria PwC (via Exame) concluiu que 30% das lésbicas não se sentem confortáveis em expor sua orientação sexual no ambiente de trabalho. Em geral, isso acontece quanto mais sênior for o cargo. Outros estudos também concluíram que, escondendo a identidade e sexualidade no ambiente corporativo afeta diretamente a produtividade.

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“A gente universaliza a questão LGBTI+ pelo homem gay — e branco — então as mulheres lésbicas sofrem uma dupla pressão social. A data é fundamental para um olhar mais estratégico das ações de diversidade na sociedade em geral e dentro das empresas”, afirma Liliane Rocha, consultora de diversidade e fundadora da Gestão Kairós.

Para ajudar a mudar essa realidade foi criado o Rede Brasileira Mulheres LBTQ+ (Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), seno ideia de duas mulheres: Débora Gepp, líder de diversidade e inclusão na Braskem, e Letícia Sayuri, consulttora de diversidade e inclusão no Santander.

30% das lésbicas não se sentem confortáveis em expressar sua sexualidade no ambiente de trabalho
Reprodução

“A falta de equidade de gênero acontece também nesse ambiente. As discussões são pautadas por homens enquanto as mulheres continuam em busca de visibilidade” – afirma Gepp, que também diz que a ideia do Rede LBT veio após um evento nos Estados Unidos destinados aos executivos LGBTI+, porém notou uma presença majoritária de homens.

A Rede LBT emprega cerca de 400 mulheres, sendo 20 no comitê gestor, que se unem para criar conexões e avanços nas empresas, na política e em outros setores.

“Há, por exemplo, a participação do movimento de mulheres LBT da Amazônia”, diz Gepp.

“As empresas precisam entender que os grupos de diversidade não são separados em caixas definidas. Uma mulher pode fazer parte de um ou de todos eles por meio da interseccionalidade. Como trabalhar para avançar de forma efetiva é o desafio”, afirma Sayuri.

O desafio é mostrar que as mulheres são diferentes entre si, podendo se unir a outros recortes sociais: além de lésbicas, podem ser negras ou terem alguma deficiência.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".