O estudante de mestrado em sociologia da Universidade de São Paulo (USP), Allan Darwich, está realizando uma pesquisa que busca entender os fatores sociais que levam ao suicídio das minorias sexuais, em especial entre homens cis gays. Caso você queira contribuir de alguma forma, basta responder as perguntas através deste link.

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Segundo um estudo realizado pelo Grupo Gay da Bahia (via Metropoles), os homens homossexuais são mais propensos a tentarem tirar a vida que os heterossexuais. 1 em cada 16 gays entre 16 e 24 anos já tentou tirar a vida alguma vez, enquanto entre os homens héteros é 1 entre 100 na mesma faixa etária.

Já nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada pela Universidade de Columbia em 2012 com 32 mil jovens anônimos com idades entre 13 e 17 anos também concluiu que os LGBTQIA+ possuem cinco vezes mais propensão a tentar o suicídio, porém, quanto mais receptivo for o meio social onde ele vive, menores são os números de suicídio.

Esse estudo reforça um outro publicado pela revista “Pediatrics” em 2011, que também mostrava uma proporção de ideação suicida maior entre os LGBTs, com o número de 21,5% contra 4,2% entre os héteros. A mesma pesquisa também mostrou que em ambientes hostis quanto à orientação sexual, o LGBT tinha um risco 20% maior de desistir da vida.

Ideação suicida entre gays: questionário busca entender as razões
Reprodução

Segundo o antropólogo Renan Antônio da Silva, em ambientes mais conservadores, o LGBT tende a esconder seus sentimentos por medo da reprovação ou violência, gerando sentimentos de frustração e a ideação suicida.

“Quando uma família suspeita que um filho ou filha tem tendências homossexuais, todos os recursos são acionados para corrigir e curar a indesejada ‘anormalidade'” – diz o antropólogo – “Podem ser surras, broncas, idas a psicólogos, psiquiatras, igrejas, sessões de descarrego etc”.

Renan também diz que o melhor modo para resolver à depressão entre os homossexuais é o conhecimento, dizendo ser a fonte do empoderamento dos LGBTs.

“Um homossexual desprovido de conhecimento sobre os seus direitos, sobre a sua história, sobre a militância, acaba por sofrer mais do que aquele empoderado de conhecimentos pertinentes para sua rotina do dia a dia, lutando por um espaço de sociabilidade e não permitindo as expressões da discriminação. Mas o fato de sofrer perseguição por ser homossexual, muitas vezes dentro de casa, causará danos negativos para tal jovem.”

Leia também: 7,3% dos LGBTQIA+ já tentaram suicídio quatro vezes ou mais

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".