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Marco Pigossi, em entrevista a coluna de Patrícia Kogut, falou sobre como ter se declarado gay o deixou mais seguro e o potencializou profissionalmente. A produção do documentário “Corpolítica”, sobre candidaturas LGBTQIA+ nas eleições municipais do Rio de Janeiro em 2020, foi um dos resultados desse processo, de acordo com o ator.

O mais importante foi fazer as pazes comigo mesmo, sabe? E esse projeto está num lugar muito especial no meu coração porque durante toda a minha carreira, no alto do meu privilégio, […] eu sempre tive no meu coração uma vontade de falar sobre isso, de colocar essa questão. Eu nunca tive uma referência, por exemplo. Nunca tive um ator legal que pudesse me inspirar nesse lugar. Sempre foi um lugar de muita solidão“, afirmou Pigossi.

Com produção assinada pelo próprio ator, “Corpolítica” estreou em Portugal, durante o Festival Internacional de Cinema Queer, em setembro deste ano. O documentário, que também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Brasília, estará no Festival do Rio, que inicia nesta quinta-feira (06).

Marco Pigossi (Foto: Gerson Lopes)

Em entrevista a colunista, o ator ainda comentou como conheceu o seu namorado, o diretor italiano Marco Calvani, e falou sobre a repercussão de quando anunciou o relacionamento nas redes sociais. “Quando eu o conheci, ele falou: ‘Eu me chamo Marco’. E eu falei: ‘Putz… Isso não vai dar certo, não dá’ (risos)“, relembrou ele.

Já sobre a repercussão positiva do seu namoro, o ator afirmou: “Foi uma surpresa (a recepção dos internautas ter sido boa), mas… É o padrão, né? São dois homens brancos, bonitos, que podem ter uma casinha… Isso a gente até aceita, né? (…) Meu processo foi muito diferente. Eu criei esse termo que é o ‘privilégio do armário”. Eu vivi no armário muito tempo”.

Marco Pigossi e Marco Calvani (Foto: Reprodução/ Instagram)

Segundo Pigossi, omitir a sua sexualidade foi a saída para o manter confortável diante da sociedade. “Me descobri gay muito cedo e veio uma fama muito grande para mim também, né?! Eu era conhecido, mas tinha o peso da coisa do armário. E tinha a coisa do galã. Então, sair do armário, para mim, não era para minha mãe e para os meus amigos. Era para milhões e milhões de pessoas”, explicou o ator.

“Isso tomou uma proporção tão grande… E me escondi dentro desse privilégio, dentro desse armário, por muitos anos porque eu não tinha condição, tinha muito pânico de qualquer coisa acontecer. E isso envolve a minha carreira também. Não é que “ai, vou sair do armário mas ali no meu escritório de advocacia ninguém sabe”, entende? Era uma coisa que era nacional”, acrescentou Pigossi.

(Foto: Reprodução)



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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)