Chegou! Saiba como obter a reação “pride” no Facebook 🌈

A reação da bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade LGBT, ficará disponível durante o mês de junho; veja como ativá-la

pride-flag-ios

1 – Curta a página www.facebook.com/LGBTQ (pode ser tanto pelo aplicativo do celular quanto pelo browser) 

2 – Cante “I Will Survive”

3 – Bata três palminhas

4 – Ponha a mão no bumbum e diga “vocês acharam que eu não iria rebolar hoje?”

5 – Pronto! <3


A bandeira do arco-íris que representa a comunidade LGBT foi criada, a pedido de Harvey Milk, pelo ativista Gilbert Baker, em 1978. Baker morreu em março de 2017, o que pode ter motivado o Facebook a oferecer a reação.

Normalmente, o Facebook oferece cinco reações para “curtir” os posts: curti, amei, haha, uau e bravo. Vez ou outra, a rede social ativa reações temporárias vinculadas a eventos. Lembra do “gratidão”? Pois então. Para o mês de junho, uma inédita foi acrescentada, a bandeira símbolo da comunidade LGBT.

Em junho, mês em que historicamente se celebra o orgulho gay, a bandeira do arco-íris estará disponível como reação no Facebook. É uma das diversas ações da empresa em prol desse público. Além da rede social, outras grandes norte-americanas, como Apple e Google, se manifestam aberta e frequentemente em favor da comunidade LGBT.

Rebelião de Stonewall

Os homossexuais estadunidenses das décadas de 1950 e 1960 enfrentavam um sistema jurídico anti-gay. Muitos movimentos sociais estavam ativos ao mesmo tempo, como o movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, a contracultura dos anos 1960 e as manifestações contra a guerra do Vietnã. Estas influências, juntamente com o ambiente liberal da região de Greenwich Village, serviram como catalisadores para as revoltas de Stonewall.

Muito poucos estabelecimentos recebiam pessoas abertamente gays nas décadas de 50 e 60. Aqueles que faziam isto eram, frequentemente, bares, embora os donos e gerentes raramente fossem gays. Na época, o Stonewall Inn era propriedade da grupo mafioso Cosa Nostra Americana. Ele recebia uma grande variedade de clientes e era conhecido por ser popular entre as pessoas mais pobres e marginalizadas da comunidade gay: drag queens, transgêneros, homens efeminados jovens, lésbicas masculinizadas, prostitutos e jovens sem-teto.

As batidas policiais em bares gays eram rotina na década de 1960, mas os oficiais rapidamente perderam o controle da situação no Stonewall Inn. Eles atraíram uma multidão que foi incitada à revolta. As tensões entre a polícia de Nova York e os residentes LGBTQ de Greenwich Village irromperam em mais protestos na noite seguinte e, novamente, em várias noites posteriores. Dentro de semanas, os moradores do bairro rapidamente organizaram grupos de ativistas para concentrar esforços no estabelecimento de lugares que gays e lésbicas pudessem frequentar sem medo de serem presos.

Depois dos motins de Stonewall, gays e lésbicas em Nova York ainda enfrentaram obstáculos geracionais e de gênero, raça e classe social para se tornar uma comunidade coesa. No período de seis meses, duas organizações ativistas gays foram formadas em Nova York, concentrando-se em táticas de confronto, e três jornais foram estabelecidos para promover os direitos para gays e lésbicas. No período de alguns anos, várias organizações de direitos gays foram fundadas em todos os Estados Unidos e no resto do mundo.

Em 28 de junho de 1970, as primeiras marchas do orgulho gay aconteceram em Nova York, Los Angeles, São Francisco e Chicago, em comemoração ao aniversário dos motins. Marchas semelhantes foram organizados em outras cidades. Hoje, os eventos do orgulho LGBT são realizados anualmente em todo o mundo, geralmente no final de junho, para marcar as revoltas de Stonewall. Em 24 de junho de 2016, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama oficializou o palco principal da revolta, o bar Stonewall Inn, como um monumento nacional.