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Líder da CasaNem, Indinarae Siqueira comemora o reconhecimento civil “não binarie”. A ativista transvetigênere, como se intitula, que foi detida e presa pela luta da causa, também está produzindo um filme, “Em Nosso” Nome”, que conta a história de enfrentamento contra o preconceito de travestis, trans e  “não bináries” no Brasil.

(Foto: Reprodução)

De acordo com Indinarae, a produção abordará a luta de transvestigeneres no início dos anos 1990 pelo uso do nome social. “O movimento está lutando há três décadas pelo reconhecimento social das pessoas transexuais, travestis, não bináries e intersexo; as mais esquecidas da comunidade LGBTQIA+”, pontua a ativista.

‘Estivemos na linha de frente da luta pelos direitos LGBTQIA+ levando porrada na cara e sofrendo ameaças“, acrescenta Indianarae, umas das pioneiras da manifestação a favor do reconhecimento por lei e direito.

Indianarae e a luta pela população trans

Indianarae Siqueira iniciou a CasaNem no Rio de Janeiro, em 2015, mas sua luta pelos direitos da população trans não é recente. Em 1995, a ativista teve os seios expostos por Jovana Baby em cima do trio da primeira parada LGBTQIA+ em Copacabana, no Rio de Janeiro.  

No mesmo ano, Indianarae fundou e passou a presidir o Grupo Filadélfia de Travestis e Liberados. Em 1998, a ativista foi algemada a um poste em protesto e sofreu ameaças – em seguida precisou deixar a cidade de  Santos (SP) e o Brasil.

(Foto: Reprodução)

Em 2010, durante uma audiência pública na ALERJ, sobre as agressões na parada LGBTQIA+ de Copacabana, o deputado Carlos Minc pediu atenção ao assunto depois dos questionamentos de Indianarae sobre a falta de nome social no Rio de Janeiro. A reivindicação tornou-se um decreto de “Nome Social” no estado.

Uma iniciativa conjunta da Defensoria Pública do Rio de Janeiro e o Tribunal de Justiça do estado, passou a incluir o gênero “não binarie” nas certidões de nascimento no estado. A ação social abre caminho para o reconhecimento de pessoas intersexo, uma das alegações da ativista que comemora mais um marco na luta pelos direitos LGBTQIA+.

(Foto: Reprodução)



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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)