Apesar de raras, as fraturas penianas são uma realidade médica que pode transformar um momento de intimidade em uma emergência hospitalar. Esse tipo de lesão, que ocorre principalmente devido à ruptura da túnica albugínea — tecido responsável pela ereção do pênis —, pode ser causado por movimentos bruscos ou inadequados durante o ato sexual.
O biomédico e sexólogo Dr. Vitor Mello explica que, embora não comuns, as fraturas penianas ocorrem geralmente em situações onde o ângulo de penetração não é muito favorável ou os movimentos são ‘exagerados’. Segundo o especialista, esses incidentes costumam resultar da “combinação de ângulo desfavorável de penetração somada a movimentos descompassados, especialmente em posições onde o controle do movimento pode ser mais difícil é o combo perfeito para um trauma“.

Posições de alto risco
Entre as posições sexuais consideradas de alto risco, a “Cowgirl Reverso” se destaca. Nela, a pessoa que penetra fica por baixo enquanto a outra, de costas, controla o movimento. Segundo o médico, essa posição pode causar uma pressão desfavorável no pênis, aumentando o risco de fratura.
A “Posição de Quatro“, conhecida por permitir uma penetração profunda, também pode ser perigosa se houver movimentos rápidos e incontrolados. Até mesmo a tradicional posição “Papai e Mamãe“, onde a pessoa penetrante fica por cima, pode representar riscos se não for realizada com cuidado. Movimentos muito intensos ou mal calculados podem levar a uma fratura peniana.
Dr. Mello ressalta a importância da comunicação e do cuidado durante as relações sexuais. “Manter uma comunicação aberta com o parceiro(a) é fundamental, especialmente ao experimentar novas posições. Além disso, moderação nos movimentos é crucial; evitar movimentos bruscos e intensos pode reduzir o risco de lesões“, sugere. Ele também aconselha escolher posições que não exerçam pressão excessiva sobre o pênis, para que se diminua o risco de lesões durante o ato.
Tratamento e recuperação
Em caso de fratura peniana, a intervenção médica deve ser imediata. “O pênis pode retornar ao seu estado normal após uma fratura peniana, desde que seja tratado adequadamente e de forma rápida“, explica Dr. Mello. Em situações mais graves, pode ser necessária uma correção cirúrgica para reparar a ruptura da túnica albugínea e restaurar a função erétil.
Mesmo após a cirurgia, Dr. Vitor Mello aponta que alguns pacientes podem apresentar deformidades ou curvaturas no pênis, que interferem tanto na função erétil quanto no conforto durante o sexo. “Com as técnicas avançadas de harmonização íntima, como procedimentos de correção de curvatura peniana e outros procedimentos estéticos, podem não apenas só restaurar a função erétil, mas também melhorar a estética do órgão“, afirma, destacando que esses procedimentos podem oferecer uma recuperação completa e satisfatória, aumentando a saúde sexual e o bem-estar emocional do paciente.
Dr. Vitor Mello explica como a estética contribui para o bem-estar e a saúde mental











