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No Dia da Consciência Negra, que acontece nesta quarta-feira (20), a reflexão sobre a história e a cultura das populações negras ganha destaque, assim como a luta contínua contra o racismo e a desigualdade. Para pessoas negras e LGBTQIA+, esses desafios são ainda mais complexos, unindo interseções de preconceitos que impactam diretamente suas vivências. Nesse sentido, a literatura se torna uma ferramenta importante para dar espaço e visibilidade às vozes e narrativas dessas pessoas.

Para a data, o Museu da Diversidade Sexual separou algumas obras da atualidade que representam. “Ao longo da história, a relação entre a comunidade LGBTQIA+ e a comunidade negra tem sido marcada por lutas interseccionais contra o racismo, a LGBTQIA+ fobia e outras formas de opressão. Pessoas negras LGBTQIA+ enfrentam desafios únicos, sendo pioneiras em movimentos culturais e políticos que transformaram narrativas de exclusão em expressões de resistência e orgulho. Nesse contexto, a literatura se destaca como uma plataforma poderosa de visibilidade e celebração da diversidade. Apoiar escritores negros LGBTQIA+ é essencial para fortalecer a representatividade, valorizar suas histórias e enriquecer a sociedade com suas perspectivas”, comenta Beatriz Oliveira, gerente de conteúdo do Museu da Diversidade Sexual.

7 livros que exploram as interseções entre raça e identidade LGBTQIA+
7 livros que exploram as interseções entre raça e identidade LGBTQIA+

Confira abaixo uma lista de livros escritos por autores negros e que exploram temas como identidade, diversidade, amor, resistência e as diversas facetas da experiência humana. A seleção é composta por sete obras de diferentes gêneros literários e estilos narrativos para embalar o Dia da Consciência Negra.

1. “O Beijo do Rio, de Stefano Volp

O romance acompanha Daniel, um jornalista que retorna à sua cidade natal para investigar a morte de um amigo de infância. Enquanto enfrenta políticos e uma seita religiosa, Daniel revisita as memórias de crescer como um homem bissexual e negro em uma comunidade conservadora.

Dia da Consciência Negra
O Beijo do Rio“, de Stefano Volp (Foto: divulgação)

2. “Ás de Espadas, de Faridah Àbíké-Íyímídé

Misturando suspense e crítica social, a trama segue Chiamaka e Devon, dois jovens negros em uma escola de elite, que começam a ser alvo de mensagens anônimas expondo seus segredos. A história aborda racismo, homofobia e preconceito de classe.

Dia da Consciência Negra
Ás de Espadas“, de Faridah Àbíké-Íyímídé (Foto: divulgação)

3. “Jake Livingston vê gente morta, de Ryan Douglass

Jake, um adolescente negro e gay, enfrenta desafios não só na escola, mas também no mundo espiritual, pois ele consegue ver fantasmas. Quando um colega desperta seus sentimentos e um espírito vingativo o persegue, Jake precisa decidir se enfrentará seus medos.

Dia da Consciência Negra
Jake Livingston vê gente morta“, de Ryan Douglass (Foto: divulgação)

4. “Felix para sempre, de Kacen Callender

Felix, um jovem negro, transgênero e LGBTQIA+, enfrenta transfobia e dúvidas sobre sua autoestima enquanto se envolve em um triângulo amoroso. O livro explora temas como amor, identidade e aceitação.

Dia da Consciência Negra
Felix para sempre“, de Kacen Callender (Foto: divulgação)

5. “Em todas as gotas de chuva, de L. S. Englantine

A obra narra as histórias de duas gerações: Atena e Cordélia, cujas famílias rivais as separaram, e Sabrina e Julietta, tias das protagonistas, que escondem seu relacionamento amoroso sob o disfarce de amizade.

Dia da Consciência Negra
Em todas as gotas de chuva“, de L. S. Englantine (Foto: divulgação)

6. “A morte de Vivek Oji, de Akwaeke Emezi

Passada na Nigéria, a trama mistura questões de identidade de gênero, amor e luto. O livro retrata a vida e a morte de Vivek, uma pessoa de gênero fluido, enquanto explora o impacto de sua história na família e nos amigos.

"A morte de Vivek Oji", de Akwaeke Emezi
A morte de Vivek Oji“, de Akwaeke Emezi (Foto: divulgação)

7. “Um traço até você, de Olívia Pilar

Lina, uma jovem negra que enfrenta desafios no trabalho devido ao racismo, encontra inspiração e força em Elza, que a ajuda a redescobrir sua identidade e explorar seu lado artístico.

"Um traço até você", de Olívia Pilar
Um traço até você“, de Olívia Pilar (Foto: divulgação)



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