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Na próxima sexta-feira (02), será lançado o livro “Indianarae Siqueira – Uma Vida Em DesTransição” na ACASĂ Matriarch Bistrot, localizado na Rua Morais e Vale, 21, no bairro da Lapa, Rio de Janeiro, às 19h. O evento contará com a participação de Erika Hilton, que escreveu a orelha do livro, e do advogado Nélio Georgini. A capa foi produzida por Pamelah Castro e a contracapa por Camila Marins. A introdução foi escrita por Duda Salabert.

Indianarae Siqueira (Foto reprodução)
Indianarae Siqueira (Foto reprodução)

A trama

O livro, publicado pela Editora Metanoia, narra a trajetória da ativista Indianarae Siqueira, líder da CasaNem e fundadora da Rede Brasileira de Casas de Acolhimento LGBTQIAPN+ (Rebraca). Indianarae detalha sua luta pela causa LGBTQIA+, revelando momentos de prisão e detenção devido à sua militância.

Em 1995, ela foi exposta publicamente em um protesto pela matriarca do movimento trans e travestis do Brasil, Jovana Baby, durante a primeira Parada LGBTQIA+ do país em Copacabana.

Erika Hilton e Indianarae Siqueira
Erika Hilton e Indianarae Siqueira (Foto: divulgação)

Protesto em 1998 e Nome Social

Indianarae Siqueira fundou o “Grupo Filadélfia de Travestis e Liberados” em 1995, iniciando uma luta formal pelos direitos das pessoas trans. Ela foi algemada em um poste por policiais durante um protesto e sofreu ameaças que a forçaram a deixar o Brasil em 1998. Sob proteção internacional, Indianarae vive há 30 anos exposta politicamente, lutando pela causa LGBTQIA+.

Um dos marcos de sua trajetória foi a aprovação do uso do nome social nos prontuários médicos, uma conquista que abriu caminho para outros direitos, como o reconhecimento da união estável entre pessoas LGBTQIA+. Em 2010, sua reivindicação pelo nome social resultou em um decreto no Rio de Janeiro, assegurando mais direitos à comunidade trans.

Indianarae foi julgada oito vezes por ultraje público ao pudor por expor os seios em protestos. Sua luta pela mudança de nome sem obrigatoriedade de cirurgia ou processo judicial foi debatida em várias instâncias jurídicas e acadêmicas, culminando em uma decisão do STF que reconheceu esse direito.

Duda Salabert e Indianarae Siqueira
Duda Salabert e Indianarae Siqueira (Foto: reprodução/Instagram/@indianaraesiqueira)

Casas de acolhimento

Em 2020, ela fundou a Rebraca, que hoje conta com 25 casas de acolhimento no Brasil. O projeto “Acolhe+”, do qual Indianarae é madrinha, foi aprovado em parceria com a Fiocruz e a Faetec, destinando mais de R$ 1,3 milhão para fortalecer essas casas de acolhimento.

Além de sua militância, Indianarae também foi protagonista do longa-metragem “Indianara”, que estreou na mostra Acid no Festival de Cannes e ganhou diversos prêmios internacionais. O filme continua em exibição em plataformas digitais e de streaming.

Serviço

Lançamento do livro:Indianarae Siqueira – Uma Vida Em DesTransição
Data: 2 de agosto
Local: ACASĂ Matriarch Bistrot, Rua Morais e Vale, 21, Lapa, Rio de Janeiro
Horário: 19h

‘A gente lutava pelo direito de se prostituir, porque era o único trabalho que tínhamos’, conta Indianarae Siqueira




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