A história de Rudolf Brazda, um dos últimos gays sobreviventes do Holocausto, é trazida à luz na segunda edição revista e ampliada do livro “Triângulo Rosa – Um homossexual no campo de concentração nazista”. A nova edição, enriquecida com um epílogo escrito por Jean-Luc Schwab, oferece memórias pessoais de Brazda, imagens coloridas e documentação sobre as homenagens recebidas por ele ao longo de sua vida.
Jean-Luc Schwab, historiador e biógrafo, começou a trabalhar com Brazda em 2008, compilando um testemunho vital da história LGBTQIA+ durante o Holocausto.

A obra, realizada a partir de entrevistas e pesquisas históricas profundas, não apenas documenta a deportação homossexual dentro do regime nazista, mas também celebra a resiliência e a força de Brazda desde a ascensão do nazismo na Alemanha até a invasão da Tchecoslováquia, passando por suas experiências no campo de concentração de Buchenwald. A narrativa traz à tona as investigações policiais do Estado nazista contra homossexuais e discute a questão da sexualidade em um contexto extremamente adverso.

Um dos momentos mais marcantes do livro descreve Rudolf e seu companheiro, Fernand Beinert, escondidos sob o telhado de um edifício em Buchenwald, observando soldados da SS se prepararem para uma execução. A tensão e o medo são palpáveis nessa narrativa, destacando a brutalidade do regime nazista.

O livro traz também um posfácio que homenageia Rudolf por suas contribuições no combate ao preconceito e na promoção da memória histórica, incluindo várias condecorações públicas e discursos em universidades e comunidades LGBTQIA+ ao redor do mundo.
Rudolf Brazda
Nascido em 26 de junho de 1913, em Meuselbach, na Alemanha, Rudolf Brazda viveu uma vida marcada pela resistência e superação. De ascendência tcheca, Brazda viu sua vida mudar drasticamente com o crescimento do regime nazista na Alemanha. Como homossexual, enfrentou perseguições severas sob as leis cada vez mais opressivas do Terceiro Reich.
Em 1942, foi preso sob a infame Seção 175, que criminalizava a homossexualidade, e subsequentemente enviado para o campo de concentração de Buchenwald, onde permaneceu por quase três anos. Durante esse tempo, ele testemunhou e sobreviveu aos horrores do Holocausto, marcado não apenas pela brutalidade do regime, mas também pela solidariedade entre alguns prisioneiros.

Após a libertação do campo em 1945, Brazda se mudou para a França, onde passou a maior parte de sua vida adulta. Apesar das adversidades enfrentadas, ele nunca perdeu a esperança e continuou a viver com dignidade e coragem.
Sua história permaneceu amplamente desconhecida até 2008, quando, aos 95 anos, foi reconhecido como um dos últimos “triângulos-rosa” sobreviventes – homossexuais marcados pelos nazistas com triângulos rosas invertidos como símbolo de sua “degeneração”.
Brazda passou seus últimos anos compartilhando suas experiências, tornando-se um símbolo importante de resistência e memória para a comunidade LGBTQ+. Ele faleceu em 3 de agosto de 2011, aos 98 anos, deixando um legado inestimável de coragem e resiliência frente a uma das épocas mais sombrias da história.
A segunda edição revista e ampliada do livro “Triângulo Rosa – Um homossexual no campo de concentração nazista”, com 196 páginas, publicada pela Mescla Editorial (Grupo Summus), está disponível na versão física e virtual.
SERVIÇO
Livro: Triângulo rosa – Um homossexual no campo de concentração nazista (2ª edição revista e ampliada)
Autores: Jean-Luc Schwab e Rudolf Brazda
Editora: Mescla Editorial (Grupo Summus)
ISBN: 978-85-88641-26-6
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