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Nascido na Polônia, em Lódz, em 1942, Peter Berlin, cujo nome de bastismo é Armin Hagen, era de família abastada perdeu tudo após a morte de seu pai na Segunda Guerra Mundial. Consequentemente, sua mãe reuniu os filhos e migrou para Alemanha, em Berlim. Armin era o segundo dos três filhos.

Em seus primeiros 20 anos, o polaco trabalhou como fotógrafo para um programa de entrevistas na TV alemã fotografando celebridades e estrelas de cinema da Europa, entre elas Alfred Hitchcock, Catherine Deneuve, Bridgette Bardot e Klaus Kinski.

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Peter Berlin – crédito: reprodução

Em meados dos anos 1960, Berlin foi abordado por um pintor de meia-idade e a “amizade” o levou para Roma, Paris, Nova York e São Francisco, onde ele fez um sucesso arrebatador e decidiu viver na cidade no início dos anos 1970, quando estava com quase 30 anos, no auge de seu narcisismo e exibicionismo, vivendo o seu alter-ego.

Bem-dotado, Peter Berlin arrancava suspiros no apogeu da sua juventude com o estilo "He-Man". O polonês foi um símbolo da cultural gay mundial nas décadsa de 60 e 70
Peter Berlin – crédito: reprodução

Uma figura lendária até os dias de hoje, criando imagens eróticas que marcaram época, Berlin é um artista aclamado e um pioneiro naquilo que se propôs a fazer muito antes da existência de redes sociais ou celulares com câmeras, transformando isso em um negócio: a venda de imagens sensuais dele mesmo, em estilo “selfie”, que eram enviadas pelos correios. Seu sucesso esbarrou em nomes como Valentino, Andy Warhol, Nureyev e Salvador Dalí. Seu estilo poderia ter semelhanças com o leather, em virtude das calças de couro e botas, mas havia ali um estilo único que só cabia a Berlin. 

Bem-dotado, Peter Berlin arrancava suspiros no apogeu da sua juventude com o estilo "He-Man". O polonês foi um símbolo da cultural gay mundial nas décadsa de 60 e 70
Peter Berlin – crédito: reprodução

Para alguns estudiosos no assunto, ele foi o primeiro “artista gay conceitual” ainda nos anos 1960, quando criava looks diferenciados e fetichistas, se autorretratando em poses sugestivas – e mesmo eróticas. Peter Berlin acabou se tornando um ícone da fotografia erótica (selfie).

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Peter Berlin – crédito: reprodução

Ele também teve passagens como cineasta nos filmes eróticos Nights in Black Leather (1973) e That Boy (1974), além de inúmeras outras artes como pinturas, ilustrações, livros e estilista, afinal era ele que desenhava e produzia seu figurino. Para alguns biógrafos, Berlin não ligava para fama e dinheiro, amava o sexo, sendo uma expressão de si mesmo, em que pregava a liberdade sexual através do sexo livre e “pegação”.

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Peter Berlin – crédito: reprodução

Peter Berlin arrancava suspiros no apogeu da sua juventude com o estilo “He-Man”, corpo definido e bem-dotado. Foi um símbolo sexual da cultural gay mundial no início da década de setenta.

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Peter Berlin – crédito: reprodução

Seu status de ícone gay foi até os anos 1980, quando decidiu sair de cena quando veio a epidemia da AIDS. Todos os seus amigos morreram e o artista preferiu sair dos holofotes e viver de forma reclusa, abandonando o personagem que o consagrou. Vivendo com um companheiro mais jovem, este passou a ser o seu modelo.

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Peter Berlin – crédito: reprodução

Em 2006, Jim Tushinksi rodou um documentário sobre a figura antológica da gay culture, intitulado That Man. Atualmente os 78 anos, vivendo na Califórnia, Berlin deixou para trás um legado, e um arquivo histórico de fotografias que registraram seu estilo de vida original em todos os sentidos.

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Peter Berlin – crédito: reprodução




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