O britânico Kurts Adams Rozentals, de 22 anos, foi suspenso do Programa de Classe Mundial da Paddle UK após a abertura de uma investigação ligada a suas redes sociais. O órgão não revelou detalhes sobre as alegações, mas afirmou que a medida, tomada em abril, é um “ato neutro projetado para proteger todas as partes… salvaguardar outros atletas, funcionários e voluntários”, e não uma ação disciplinar.

Suspensão estaria ligada à conta no OnlyFans
Rozentals, que treinava para competir no slalom de canoagem, afirmou à BBC Sport acreditar que a decisão esteja relacionada à sua conta no OnlyFans. O atleta disse ter criado o perfil no início de 2024 para arrecadar recursos e financiar seus treinamentos, publicando conteúdos considerados “ousados” para atrair assinantes: “Tenho postado vídeos (no Instagram) que são feitos conscientemente para serem ousados, a fim de gerar conversões para minha ‘página de conteúdo picante’, para financiar esse sonho de ir às Olimpíadas”.

Segundo o próprio Rozentals, a plataforma já lhe rendeu mais de £ 100 mil desde janeiro. Ele comparou o valor à bolsa anual de £ 16 mil oferecida pelo programa da Paddle UK, que considera insuficiente para a dedicação em tempo integral necessária à carreira esportiva.
Dificuldades no caminho
O atleta contou que, sem apoio financeiro familiar, não conseguiu se mudar para Londres para treinar. Morando em East Midlands, ele viajava frequentemente até a capital, o que aumentava seus custos e dificultava a rotina de preparação. “Quando você tem que pagar aluguel, viagem, alimentação… e a maioria dos atletas que treinam em tempo integral moram em Londres. Eles têm muita sorte de ter o apoio dos pais. Eu não tive. Nunca tive a oportunidade de me mudar para Londres por causa de dificuldades financeiras, então eu estava sempre viajando de East Midlands, onde moro, para Londres, indo e voltando, indo e voltando”, contou ao portal de notícias.

Ao ser questionado se encerraria sua presença no OnlyFans para permanecer no programa, Rozentals disse que a decisão é “a mais difícil” de sua vida. Ele citou anos de dificuldades econômicas, a mãe trabalhando mais de 90 horas semanais e o risco de perder a moradia como fatores que o levaram a buscar fontes alternativas de renda: “Vou encontrar uma maneira em que não tenhamos que nos esforçar, em que minha mãe possa aproveitar a vida e eu possa me dedicar totalmente a esse esporte”.
Em uma publicação anterior nas redes sociais, o canoísta relatou que sua família fez grandes sacrifícios para apoiar seu objetivo de disputar as Olimpíadas. Ele criticou a suspensão, afirmando que a proibição de competir e de interagir com colegas de equipe o trata “como um criminoso” e que sua fala é também um posicionamento contra a exclusão de atletas que não se enquadram em padrões estabelecidos.

No momento, a investigação está em andamento e é conduzida pelo serviço independente Sport Integrity. Não há prazo divulgado para a conclusão do processo.
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