O esquiador de cross-country Jake Adicoff, dos Estados Unidos, conquistou duas medalhas de ouro nos Paralimpíadas de Inverno de 2026 e entrou para a história do evento. Com o resultado, ele se tornou o primeiro homem declaradamente gay a vencer uma prova individual na competição, segundo informações da OUT Magazine.

A primeira vitória ocorreu na prova masculina de 1,5 km para atletas com deficiência visual. Ao lado do guia Peter Wolter, Adicoff cruzou a linha de chegada com vantagem de cerca de 1,5 segundo sobre o chinês Shuang Yu, que ficou com a medalha de prata.
No dia seguinte, o atleta voltou ao pódio ao vencer a prova masculina de 10 km com largada em intervalos. Dessa vez, ele terminou a disputa quase dois minutos à frente do finlandês Inkki Inola, que conquistou a segunda colocação. Após confirmar o resultado, Adicoff comemorou fazendo uma reverência ao público.

Com os dois resultados consecutivos, o esquiador chegou à quarta medalha paralímpica da carreira. Ele também contou com o apoio do guia Reid Goble durante as competições. Antes do início das provas, Adicoff havia declarado que pretendia conquistar quatro medalhas de ouro na edição realizada em Milão-Cortina. Entre as próximas disputas previstas estão o revezamento misto 4×2,5 km e a prova masculina de 20 km estilo livre.
O atleta é uma das poucas pessoas LGBTQIA+ participantes das Paralimpíadas de Inverno deste ano. Em entrevista ao site OutSports, afirmou que atletas paralímpicos têm um papel importante ao demonstrar o nível de desempenho possível no esporte. “Nós, como atletas paralímpicos, temos um papel muito importante em mostrar capacidade, em mostrar que existe um alto nível no esporte que podemos alcançar. Acho que o mesmo é realmente necessário para pessoas queer no esporte”.
Segundo ele, a visibilidade também é relevante para atletas LGBTQIA+. Adicoff afirmou que, em níveis mais altos de competição, ainda há poucos esportistas declaradamente gays e que participar das Paralimpíadas como atleta gay é uma forma de mostrar que esse espaço também pode ser ocupado. “Há altos níveis de desistência. Quanto mais alto você chega no esporte, menos pessoas declaradamente gays você vê, e eu acho que ir para as Paralimpíadas, sendo um atleta gay lá, mostrando que é possível alcançar esse escalão superior do esporte como um atleta declaradamente gay e como um atleta paralímpico, isso é extremamente importante para mim”, completou.
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