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Dois jogadores de rúgbi chamaram atenção nas redes sociais após trocarem um beijo na boca durante as comemorações do título do Toulouse no Top 14, campeonato francês de rúgbi. Jack Willis e Blair Kinghorn foram fotografados sem camisa nos bastidores do estádio, celebrando a vitória por 39 a 33 sobre o Bordeaux Bègles, no último sábado (22), de forma afetuosa.

A imagem do beijo, publicada inicialmente no perfil oficial do clube, viralizou rapidamente. Internautas elogiaram a naturalidade do gesto e a quebra de estereótipos sobre masculinidade no esporte.

Jogadores héteros do Toulouse trocam beijo e viralizam após título no Top 14 (Foto: reprodução/Instagram)
Jogadores héteros do Toulouse trocam beijo e viralizam após título no Top 14 (Foto: reprodução/Instagram)

Apesar das especulações, ambos os atletas mantêm relacionamentos heterossexuais. Kinghorn é noivo da nutricionista Dina Celina, enquanto Willis é casado com Megan Ely, com quem tem um filho. Ainda assim, o beijo foi bem recebido por pessoas LGBTQIA+ e por fãs, que viram no gesto uma forma de mostrar carinho e liberdade entre homens, sem que isso tivesse um sentido sexual.

Jogadores héteros do Toulouse trocam beijo e viralizam após título no Top 14
Jogadores héteros do Toulouse trocam beijo e viralizam após título no Top 14 (Foto: reprodução/Instagram)

Kinghorn, além do beijo, posou de sunga vermelha ao lado do troféu, em outro registro que ganhou destaque nas redes.

Diversidade no rúgbi

O rúgbi, historicamente associado à virilidade, tem se mostrado um dos esportes mais abertos à diversidade. Clubes LGBTQIA+ existem em várias partes do mundo, como Sydney, São Francisco e Londres. Além disso, jogadores como Gareth Thomas e Dan Palmer são exemplos de atletas que se assumiram durante ou após a carreira.

No Brasil, o Tamanduás‑Bandeira Rugby Club, fundado em 2017, na cidade de São Paulo, surgiu com a proposta de reunir atletas interessados em praticar rúgbi em um ambiente livre de discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero. Tido como o primeiro time de rúgbi LGBTQIA+ do país, o clube se consolidou como um espaço alternativo às estruturas tradicionais do esporte, frequentemente marcadas por posturas excludentes. A iniciativa também passou a atrair pessoas aliadas à causa da diversidade, fortalecendo o caráter plural de sua composição. Em 2023, o grupo ampliou suas atividades com a criação do TamanduElas, equipe voltada ao público feminino, dando continuidade ao esforço de incluir mais vozes e corpos no cenário esportivo brasileiro.

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