Este artigo também está disponível em:
English
Español
Às vésperas do início do US Open, Brian Vahaly, ex-tenista profissional e atual presidente da Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA), voltou a destacar a importância da visibilidade LGBTQIA+ no esporte. Aos 46 anos, Brian foi o primeiro jogador da história da ATP, mesmo já aposentado, a se declarar publicamente gay — algo que fez em 2017, dez anos após deixar o circuito profissional. Até então, nenhum atleta do tênis masculino de alto nível havia falado abertamente sobre sua orientação. A exclusividade durou até dezembro de 2024, quando o brasileiro João Lucas Reis da Silva se tornou o primeiro tenista em atividade na ATP a se declarar publicamente gay.

Vahaly, que alcançou a posição de número 64 no ranking da ATP e venceu nomes como Michael Chang e Juan Carlos Ferrero, afirma que sua decisão de se declarar publicamente foi motivada pela paternidade. Ele e o marido, Bill Jones, são pais de gêmeos concebidos por meio de barriga solidária. “Você olha para eles e pensa na vida que quer construir. Suas prioridades mudam. Não é mais sobre você”, declarou em entrevista concedida à NBC News, publicada no dia 19 de agosto.
Criado em um lar conservador e religioso em Atlanta, Vahaly contou que levou anos para se aceitar e revelou ter passado por um processo de “terapia de conversão” em uma igreja. “Fui repetidamente informado de que minha atração por homens era um tipo de ‘defeito horrível’ que poderia ser curado por Deus”, disse. Ele destacou o papel de seu psicólogo esportivo nesse processo de autoconhecimento.
Ao tornar-se presidente da USTA em novembro passado, Vahaly se uniu a figuras como Billie Jean King e Martina Navratilova na liderança LGBTQIA+ no esporte. Apesar disso, ele relata que ainda enfrenta resistência em alguns ambientes: “Há salas onde compartilham meu perfil, mas omitem que sou gay ou que sou pai”.

Sobre o impacto da homofobia nos bastidores do tênis masculino, o ex-atleta reconhece que o ambiente ainda pode ser hostil, o que afasta outros jogadores de revelarem suas orientações. “Há fatores como perda de patrocínio e viagens a países onde ser gay não é legal ou aceito”, afirmou. Ainda assim, acredita que a nova geração tem uma postura mais aberta: “A nova geração pensa em inclusão de forma muito diferente da minha. Isso me dá esperança”.
Desde que se afastou das quadras, Vahaly também atuou no setor financeiro, até ser convidado a integrar o conselho da USTA. Inicialmente resistente, ele aceitou após ser convencido por um antigo colega: “Quando você não vê pessoas como você em posições de liderança, é difícil acreditar que aquele espaço é seguro”, relembrou.
ujBrian Vahaly, à esquerda, com seu marido e seus dois filhos: Foto: Ellwood / USTA via AP
Além do cargo de liderança, Brian busca usar o US Open para dar visibilidade a entidades que atuam com a causa LGBTQIA+, como The Trevor Project, Athlete Ally, You Can Play e Gay and Lesbian Tennis Alliance. No dia 28 de agosto, o torneio sediará a quinta edição do “Open Pride Day”.
“Não quero empurrar nada goela abaixo de ninguém. Quero apenas mostrar que não somos tão diferentes. Humanizar nossa comunidade é o que nos faz avançar”, concluiu.
João Lucas Reis se torna 1º tenista da ATP em atividade a se declarar gay
Junte-se à nossa comunidade
Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais, eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.














