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O Ministério da Defesa de Israel anunciou, nesta segunda-feira (23), que cônjuges de soldados LGBTQIA+ mortos em combate contra o Hamas receberão os mesmos benefícios que casais heterossexuais, incluindo o recebimento de pensões. 

Ministro da Defesa de Israel Yoav Gallant fala com as tropas perto da fronteira de Gaza, 19 de outubro de 2023. (Foto: ArielHermon)
Ministro da Defesa de Israel Yoav Gallant fala com as tropas perto da fronteira de Gaza, 19 de outubro de 2023. (Foto: ArielHermon)

O ministro da defesa, Yoav Gallant, enfatizou em comunicado que, “como país e sociedade”, Israel tem “um compromisso profundo e importante para com os soldados mortos e suas preciosas famílias”. Gallant frisou que o país tem uma “dívida moral” com as “famílias enlutadas”. 

A decisão foi tomada após o presidente do parlamento de Israel, Amir Ohana, que tinha planos de casar com um oficial, questionar se os benefícios disponíveis para as famílias de oficiais da IDF (Forças de Defesa de Israel) também seriam aplicadas aos militares em uniões homoafetivas.

Capitão da reserva Sagi Golan (à esquerda) e o parlamentar Omer Ohana - Reprodução
Capitão da reserva Sagi Golan (à esquerda) e o parlamentar Omer Ohana – Reprodução

Sagi Golan

No trágico evento ocorrido em 7 de outubro, atribuído ao Hamas, aproximadamente 1.400 cidadãos israelenses perderam suas vidas e mais de 222 foram capturados. Entre as muitas histórias de perda, destaca-se a de um soldado israelense que deixou um parceiro do mesmo sexo.

O capitão da reserva Sagi Golan, membro do Lotar, uma divisão especializada em contraterrorismo das Forças de Defesa de Israel (IDF), tinha planos de casamento com Omer Ohana para o dia 20 de outubro. Contudo, Golan foi morto em combate no Kibutz Be’eri no dia 7, enquanto liderava sua unidade em confronto.

A morte de Golan revelou uma lacuna nos procedimentos oficiais. Omer Ohana, em uma entrevista ao Canal 12, relatou que, ao receber a notificação da morte de Golan, percebeu que não havia previsão para que parceiros do mesmo sexo assinassem os documentos necessários, evidenciando uma falta de reconhecimento de sua relação. Ohana expressou sua consternação, destacando a invisibilidade de seu relacionamento aos olhos das autoridades: “Eu era quem realmente amava [Golan]. No entanto, essa relação não era reconhecida ou considerada.”




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