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Jair Bolsonaro, ao ser questionado por um repórter do O GLOBO sobre o que aconteceria com seu filho Flávio se ele fosse responsabilizado pelas investigações “rachadinha”, agrediu o profissional com uma declaração homofóbica.
“Você tem uma cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual. Você fala ‘se’, ‘se’, ‘se’ o tempo todo”.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal divulgou uma nota repudiando a atitude do presidente.
“Completamente descontrolado devido às denúncias que ligam sua família e amigos a atividades criminosas, Bolsonaro fez ataques com teor homofóbico e pessoal aos profissionais de imprensa para tentar desviar o assunto e ganhar aplausos dos apoiadores que dividem o mesmo espaço com jornalistas”
Já uma matéria publicada no UOL pediu a opinião de quatro advogados, sendo que dois deles disseram que se trata de injúria/homofobia devido a nítida intensão ofensiva ao qualificar uma pessoa como “homossexual”, como se fosse algo ruim. Já para outros dois, não houve crime, mesmo que tenha havido ofensa.
“(…)ele está tratando a homossexualidade como um desvio, como se fosse algo negativo, uma condição marginal de quem tem essa orientação sexual. A partir da premissa do Supremo, acho que essa fala poderia ser enquadrada não como um crime contra a honra, mas um crime de racismo por homofobia” – disse Gustavo Badaró, advogado e professor de processo penal da USP.
Já para Daniel Bialski, especialista em direito penal, o desrespeito nem sempre é crime.
“A partir do momento em que alguém é provocado, o que a pessoa responde, ainda que seja interpretado como ofensivo, passa a ser uma coisa que é chamada de retorsão imediata. E esta retorsão imediata não tipifica crime contra a honra. Ela pode ser desagradável, desrespeitosa em termos morais, mas não criminais”
BOLSONARO E HOMOFOBIA

Bolsonaro nega ser homofóbico e diz que não tem nada contra os gays, dizendo em diversos momentos que quer “que todos sejam felicíssimos”. No entanto, vídeos mais antigos demonstram que o atual presidente não simpatiza com os LGBTs.
“Quando o seu filho começa a ficar assim meio ‘gayzinho’, leva um ‘coro’, ele muda o comportamento dele”
“Gostar de homossexual? Ninguém gosta, a gente suporta”
Vale lembrar que seu outro filho, Eduardo Bolsonaro, disse que tentou ser modelo e sempre tinha caras querendo “comer ou dar” para ele.
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