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André Almada, figura emblemática no cenário do entretenimento e da noite brasileira, compartilhou suas experiências e visões sobre a evolução da cena LGBTQIA+ em uma entrevista ao podcast do Gay Blog BR. Com uma carreira que começou nos anos 90, Almada discutiu como ele influenciou um setor que inicialmente utilizava a sigla GLS (gays, lésbicas e simpatizantes), destacando os desafios e as transformações ao longo dos anos.

André Almada - Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br
André Almada – Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br

No início de sua carreira, André Almada se mudou para São Paulo, em 1989, para estudar hotelaria e logo se viu imerso no mundo da noite paulistana, um período que ele descreve como marcado por uma vibração “underground“. Essa era, segundo ele, repleta de personagens marcantes e uma cultura noturna rica que era menos visível nas mídias sociais de hoje.

O biriguiense relembra como as informações sobre as tendências e as figuras proeminentes da noite eram disseminadas através de publicações impressas, como a Folha Ilustrada, e como isso criava uma expectativa e uma excitação que ele vê como única daquele tempo. “A gente tinha vontade de sair à noite. Era uma época muito boa“, comentou.

André Almada - Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br
André Almada – Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br

Em conversa conduzida pelo gestor cultural Maurício Kino e com a presença do editor-chefe Vinícius Yamada, André também discutiu a evolução da sigla “GLS” para as mais inclusivas e representativas que são usadas hoje. “Por isso que talvez se institucionalizou a simpatizante, a letra S, porque era ‘cool’ você ser um simpatizante“, disse.

Fundador do The Week, um dos clubes noturnos mais famosos do Brasil, Almada falou sobre como ele usou sua plataforma para criar um espaço seguro e acolhedor que desafiava os estereótipos e preconceitos da época. “Com a construção da The Week, que foi feita ao longo dos anos, a gente criou um ambiente seguro, acolhedor, bonito, apresentável e que todos tinham orgulho de falar [sobre]“, destacou.

Ele também detalhou seu método de trabalho na época pré-mídias sociais, uma era em que a promoção de eventos dependia de flyers impressos e coleta manual de contatos através de guardanapos e, eventualmente, um gravador de voz. Essa abordagem pessoal, ele argumenta, ajudou a estabelecer conexões: “Esse contato com as pessoas faz muita diferença“.

Almada enfatizou a importância de seu trabalho não apenas como entretenimento, mas também como uma forma de ativismo e apoio à comunidade LGBTQIA+. Ele discutiu como a The Week ajudou a transformar a percepção da comunidade gay e como esse legado continua a influenciar a cena atual.

Por fim, André Almada falou sobre seus projetos futuros e seu desejo de continuar impactando a comunidade através do entretenimento. Ele mencionou a High Club, sua nova empreitada, que busca renovar o sucesso e a influência de The Week, adaptando-se aos novos tempos e continuando a tradição de promover espaços seguros e inclusivos para a diversão e o empoderamento da comunidade LGBTQIA+.

Ouça na íntegra:

Confira trechos da entrevista

Como foi desbravar um setor que, na época, ainda se usava a sigla GLS? Para quem não sabe, GLS era: gays, lésbicas e simpatizantes. E claro que havia muito mais preconceito do que hoje. Como foi desbravar esse período?

  • Foi um período que ainda tinha muita resistência em relação à questão das siglas do gay, lésbica. Era uma época dos anos 90, porque eu cheguei em São Paulo em dezembro de 89, com 17 para 18 anos, para exatamente poder estudar hotelaria. Então eu consegui, e eu me sinto muito afortunado de ter conseguido viver uma época muito diferente da que a gente vive hoje, em que a noite realmente tinha seus personagens, tinha um encanto diferente, que era o underground. Que tinha seus atores da noite, seus personagens e que hoje é tão pulverizado nas mídias sociais. Eu me lembro quando ainda havia a Folha de São Paulo, o Caderno 2 e a Ilustrada, que a gente esperava chegar a sexta-feira para poder ver a Folha Ilustrada da Erika Palomino. E quem seria ali o próximo a ser endeusado ou não endeusado? Poderia ser o contrário. O que seria tendência? Quais os DJs do momento? Ali que ditava a noite no momento. Isso era muito interessante. Existia um frisson em cima de tudo isso. Hoje, com as mídias sociais, é até uma coisa um pouco mais, vamos dizer assim, pulverizada, descentralizada. Todo mundo é alguma coisa hoje, basta você ter alguns milhares de seguidores para que você vire hoje um influencer. E antigamente não. Existia os veículos, como existia a própria Cris Mello no JT, tinha a Joyce Pascowitch. Depois foi com a Mônica Bergamo, essa fase continua até hoje. Mas naquela época tinha um gosto diferente. A gente tinha vontade de sair à noite. Era uma época muito boa.

Você lembra de alguns nomes dessa época e eu lembro que isso era uma ferveção que acontecia em São Paulo, que era alternativo e underground, mas ao mesmo tempo já estava um pouco mainstream. Então acho que você desbravou.

  • A questão da sigla GLS, na época, talvez foi porque todo mundo gostaria de ir para uma boate gay para se divertir, porque sempre as boates gays eram sempre mais divertidas e interessantes, cheia de personagens. E mesmo para os héteros. Por isso que talvez se institucionalizou a simpatizante, a letra S, porque era “cool” você ser um simpatizante. “Não tenho preconceito. Vou e curto, adoro. Tenho o meu amigo que é cabeleireiro, vou com ele, ou meu amigo é gay, eu vou também com ele e lá eu pego mulher, eu sempre encontro” Hoje são tantas outras letras que mudou muito e a gente também tem que considerar tantas outras siglas que hoje a gente não pode fechar os olhos para elas que, na verdade, elas eram tão ignoradas [e que hoje entendemos que] todas são importantes. Mas, nessa época, foi muito esforço, muito trabalho. Eu me lembro que não existia mídias sociais, eram flyers impressos. Então toda semana eu tinha que imprimir os flyers. Eu me lembro que chegavam mais de 2 mil flyers e eu colocava cada um em 2 mil envelopes e colocava no meu mailing. Eu escrevia o nome das pessoas – porque não existia rede social para a gente encontrá-las – então, eu tinha que pensar: “Qual a maneira que eu posso fazer para pegar o telefone ou o e-mail [dessa pessoa]?”. Eu pegava um papelzinho de guardanapo, pedia uma caneta emprestada no balcão e anotava. Depois, em casa, transcrevia esses endereços e mandava por e-mail. Depois começou a ficar tão grande o número de guardanapos no meu bolso que precisei encontrar outra forma de coletar esses dados. Comprei um gravadorzinho, que tenho até hoje guardado, e gravava: “Qual é seu e-mail? Qual é seu telefone? Seu nome?” Depois, em casa, eu ouvia e transcrevia para o papel e passava para o meu e-mail. Assim, eu conseguia ter acesso e me comunicar com as pessoas para convidar para os eventos. E, graças a Deus, a tecnologia veio para ajudar. E aí veio o Orkut, depois o Facebook, agora o Instagram, então ficou muito mais fácil. Mas, ao mesmo tempo, fica uma coisa muito impessoal, porque antigamente essa relação era muito mais pessoal. Apesar de que eu não perdi muito dessa questão do real e do virtual, porque as pessoas que eu falo no virtual sempre acabo encontrando na balada, no real. As pessoas falam: “Nossa, você leu minha mensagem?”, eu falo: “Lógico que eu li, você falou isso, não falou?”. São poucos, talvez os promoters – porque eu ainda me considero um promoter, além de um produtor empresário, ainda sou um promoter – até hoje eu ainda, no dia seguinte, pego o telefone, e-mail e ainda faço meu mailing. Então quer dizer, esse contato com as pessoas faz muita diferença. E você estar presente nos seus eventos também faz muita diferença, porque não é simplesmente abrir. O lugar tem que ter a tua cara, tem que ter a tua alma, tem que ter o teu olhar, tem que ter a tua autocrítica. Você ver se a luz está boa ou não, se o som está alto ou não, o que está funcionando ou não.
André Almada - Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br
André Almada – Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br

Além de trazer o holofote à causa LGBTQIA+, você gerou muitos empregos e movimentou uma cena que crescia e começava a orgulhar de si mesma. Muito se atribui a você a retirada das pessoas LGBTQIA+ do gueto. Como você lida com essa responsabilidade histórica e, aproveitando, fazer um retrospecto desses últimos 20, 30 anos profissionais?

  • Eu vivi a época do underground nos anos 90. Aliás, foi para mim um privilégio poder ter vivido tudo isso, [viver] a noite de São Paulo dos anos 90. Isso me deu uma bagagem muito grande para depois do que se tornaria lá na frente o meu empreendimento. E me deu referências, que eu acho que, acima de tudo, a gente tem que ter referências. Mas nesse caso da questão de você fazer um lugar onde as pessoas se sintam acolhidas e se sintam orgulhosas de poder mostrar que o lugar que eu construí era um lugar que não tinha nada a ver com a imagem que as pessoas tinham do gueto, que era talvez algo desprezível, algo que fosse menosprezado ou que não fosse tão valorizado. Com a construção da The Week, que foi feita ao longo dos anos, a gente criou um ambiente seguro, acolhedor, bonito, apresentável e que todos tinham orgulho de falar: “Olha, quero levar minha mãe, quero levar meus amigos héteros para conhecer, porque esse é o meu lugar. Olha o lugar que eu frequento”. Porque, antigamente, talvez as pessoas tinham vergonha de mostrar os lugares que existiam. E aí essas pessoas tinham orgulho de falar: “Olha o lugar que eu frequento. Não é qualquer lugar que eu frequento. Olha a estrutura que que tem aqui. O investimento que foi feito” Era uma casa para todos e isso foi muito importante. Acho que foi um divisor de águas do que era antes da The Week, depois da The Week, porque, de uma certa forma, profissionalizou-se a noite gay do Brasil. A The Week foi um modelo para muitas outras casas, para outros empresários, pessoas, promoters, produtores que se inspiraram no modelo The Week para abrir os seus negócios em outros estados, outras cidades. E o que é hoje, em termos de de evento, de festa, a The Week realmente foi uma grande referência para todos eles e continua sendo até hoje. Acredito que a importância de ter aberto um negócio como a The Week realmente valorizou toda a comunidade que frequentava o lugar. De uma certa forma, desmistificou, mitigou um pouco aquela imagem que a gente tinha, talvez distorcida do que é a comunidade gay, que a gente sabe que as pessoas têm. Eu acho que só agregou na questão e foi um exemplo para todas as outras pessoas das gerações futuras.

Na sua opinião, como o entretenimento e eventos podem contribuir para a vida das pessoas LGBTQIA+?

  • Entretenimento, alegria, diversão, acolhimento, talvez uma fuga da realidade de momentos tão difíceis. Eu acho que é isso que é entreter. É você fazer as pessoas felizes, se divertirem. É uma integração com outras pessoas. Mas, obviamente, o entretenimento é um negócio e, sendo um negócio, não tem como não empreender e não gerar negócios e gerar empregos, beneficiando pessoas que estão dentro do seu negócio, trabalhando e fazendo essa máquina girar. Porque a noite é uma máquina de tudo, né? É som, iluminação, técnico de luz, a pessoa da limpeza, o barman, o pessoal do valet, a segurança, são os caixas, enfim, a produção dos shows, das apresentações. É uma indústria de diversão, de entretenimento. Ali você acaba empregando pessoas que dependem disso. Óbvio que a gente trabalha não só com com 100% do time LGBT, mas a gente tem todos: homens, mulheres, etarismo, PCD, trans, travesti… A gente tem todas essas siglas ali fazendo parte do nosso time, trabalhando direta ou indiretamente. Isso realmente é uma máquina que não podemos desconsiderar. Mas claro, sempre com o objetivo de trazer alegria e diversão para essas pessoas.

Como você acha que o público jovem atual LGBTQIA+ se diverte na noite?

  • Hoje é muito diverso, é muito amplo. Antigamente existia um ou dois lugares para você ir. E, claro, como toda a evolução do mundo, as coisas vão abrindo possibilidades. E a pandemia abriu novas possibilidades porque se criou outras maneiras de diversão e de entretenimento. Falamos muito da questão dos próprios eventos clandestinos que proporcionaram também outros estilos de vida, outros estilos de música, porque era o que tinha naquele momento disponível. Porque os veteranos não podiam tocar pela imagem e porque não era adequado você, em uma época de pandemia, tocar. [Em uma época que] se falava “fica em casa”, ninguém queria levar essa culpa de ser o responsável por disseminar ainda mais a doença que estava matando tanta gente. Mas eu acho que tudo tem que ter algum momento de ruptura para se criar um novo nicho, uma nova tendência. Eu acho que isso foi criado na pandemia, mas, ao mesmo tempo, existe uma nova geração, muito mais desinibida e que se vai criando. Então tem outras festas muito mais sexuais, festas mais cult, mais moderninhas… Nosso meio realmente é muito diverso. Dentro do universo gay nós temos várias siglas, tem produtos para todos e, mesmo dentro do público que eu atuo, também foram criados outros produtos diferentes, mas que as pessoas estão predispostas a ir lá e vivenciar, experimentar essas novas experiências. O que a gente tem que fazer é conviver com essa variedade de opções e continuar fazendo o nosso trabalho e não perder muito foco, mas claro que fazendo adequações. Estar muito antenado do que as pessoas estão buscando para a gente também não ficar desatualizado.
André Almada - Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br
André Almada – Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br

Qual o segredo para se manter tantos anos no ramo tão dinâmico e competitivo como é o do entretenimento e lazer?

  • Você tem que estar muito antenado com os movimentos: o movimento do público, o movimento da sociedade, o movimento da tendência. Onde está indo esse público? O que ele está ouvindo, o que ele está consumindo e qual o comportamento dele? Por isso eu falo que é muito importante você estar presente. É importante estar lá para você perceber esse movimento. Quem são as pessoas que estão consumindo o seu produto? Qual música que elas querem ouvir? Se está tocando um DJ que não está agradando, então quem seria aquele DJ? A gente tem que estar se perguntando e se questionando o tempo todo. O que não pode é você abrir uma casa, achar que está tudo bem e ficar no escritório, vendo pela TV, o que tá acontecendo, pelas câmeras. Você tem que estar lá, tem que falar com todo mundo, tem que pedir opinião. “Quem é o DJ que você gostaria de ouvir? A música está legal ou não?” Eu acho que é isso que faz a diferença e é isso que faz a gente continuar no mercado presente, empreendendo e continuando fazendo a diferença.

Sobre as suas parcerias socioambientais como Greenpeace e UNAIDS. Na sua opinião, qual a importância da conscientização das pessoas e também das ações em prol dessas causas?

  • Da mesma forma como eu disse para você que a gente tem que ter referências na vida, como a gente tem que ter referências na cultura, seja em um filme, em um livro, em um espetáculo, seja de dança ou teatral, musical, qualquer que seja ele, a gente tem que usar o palco que nós temos. Aproveitar essa oportunidade, obviamente, fazer da forma correta, porque é muito tênue você não politizar, mas fazer uma coisa que conscientize sem politizar. Eu sempre usei o meu palco para trazer uma causa que conscientize. Por exemplo, no aniversário de 15 anos da The Week que eu fiz no Interlagos, trouxe um tema que estava muito latente, na época, que era o desmatamento da Amazônia. O tema todo foi em cima dos animais, da fauna, da flora e, obviamente, eu tinha que ter o respaldo de um órgão que chancelasse essa questão ambiental. Eu fui atrás do Greenpeace e consegui fazer com essa parceria e ter a presença dele, a chancela do Greenpeace, fazendo a sua ação dentro do evento. Da mesma forma, tantos outros eventos que a gente tenta trazer para para nós. No início da The Week, eu não queria dar rótulos, porque todos eram bem-vindos. Mas chega um hora que a gente tem que se posicionar. É uma casa gay, então não tem por que não falar. É uma casa gay, não é uma casa para todos. É uma casa para todos sim, mas é uma casa gay. Então a gente tem que se posicionar. Eu quis colocar ali drags e depois travestis. Eu pus um japonês, um preto, um branco, uma mulher mais velha, uma menina, uma lésbica. Foi inclusive um flyer que eu fiz e que tinha todas essas letras do alfabeto LGBT ali presentes. Foi a partir dali que as pessoas começaram a se sentir um pouco mais confortáveis de frequentar a The Week, porque, até então, ela tinha esse estigma do seu padrão. Era só “Barbie”, “bicha malhada” e “padrão”. Muito pelo contrário. Eu quis que isso fosse quebrado porque eu não podia conviver com uma casa que fosse considerada como padrão, porque nós não somos isso e nunca preguei isso. Mas ela nasceu em cima desse público mais padrão. Hoje a minha casa é para todos mesmo. Para todos da sigla LGBTQIA+ e héteros também. São todos bem-vindos e não quero essa coisa de padrão,. Ali é uma casa que acolhe a todos e que o objetivo principal é trazer a diversão e que as pessoas sejam felizes.
André Almada - Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br
André Almada – Foto: Danilo Apoena/Gay Blog Br

André, com a vinda da pandemia houve o fechamento da The Week.  Você tem algum projeto, alguma perspectiva, alguma ideia para o futuro?

  • Meu próximo projeto é de aposentadoria, eu com 51 anos. A pandemia realmente foi um momento muito triste. Mas que, claro, quando a gente ama o que faz e sabe o que está fazendo, a gente não tem medo de se arriscar novamente, de trabalhar. Mas os meus planos, agora é continuar fazendo que o que eu sempre fiz, voltar com os grandes eventos que eu sempre fiz. Talvez começar a levar a marca da High Club para outros lugares – tanto é que eu estou levando, fui convidado para participar do Pride de Madrid e tem uma festa para acontecer – e continuar levando a marca pelo Brasil afora, como eu fazia com a The Week. Levando entretenimento, alegria para as pessoas que é o meu propósito. Enquanto eu puder, o meu propósito, a minha missão é levar esse entretenimento, porque é o que eu ouço tanto das pessoas aqui: “André, muito obrigado por você fazer isso para gente. Um lugar que acolhe a gente, que a gente se sente bem. E muito obrigado por você apostar, não deixar a gente abandonado”. Eu decidi abrir a High Club e claro que não é fácil achar um lugar em São Paulo que tenha o tamanho adequado, mas, com a casa, eu pude, com a experiência durante 15 anos com a The Week, melhorar e fazer uma estrutura muito melhor, mais organizada em termos de logística e de tudo em geral. Muitas pessoas talvez duvidaram porque, realmente, a The Week foi uma casa muito emblemática e que marcou muito. Então a dúvida das pessoas era: “Será que o André vai conseguir? Será que a japonesa vai conseguir fazer uma outra casa que consiga substituir a The Week?” Foi com desafio e eu consegui, graças a Deus, construir um lugar melhor que a The Week. Hoje as pessoas vão lá e falam assim: “Nossa, me lembra muito a The Week”. E você vê espaços ali, você fala: “Nossa, parece que eu estou na The Week.” E é um espaço que é muito melhor em termos de estrutura, porque, como eu falei, a The Week foi construída a partir de um espaço. Esse [novo] espaço foi construído planejadamente, mas embasado nas experiências anteriores, do que funcionava e do que não funcionava. Hoje, meu projeto é dar continuidade a High, que é um bebê ainda. Vai fazer dois anos agora em setembro, então tem muita coisa para ser feita para melhorar ainda mais. Mas a ideia é continuar com o projeto, deixar ele cada vez melhor, mais redondinho e, a partir daí, pensar em novos projetos. Não só projetos na área de entretenimento, mas também com outros projetos sociais que eu tenho em mente. Isso é o que me move, é o que me dá tesão de continuar fazendo. E não deixar nem desapontar essas pessoas que precisam de um lugar, um ponto de encontro, um ponto de referência que elas possam se sentir elas mesmas e poderem ser felizes. Porque, às vezes, o rol de amigos foi todo criado ali dentro da boate e muitos se casaram… Até pretendo, um dia, escrever um livro, quem sabe um dia até um documentário falando de tudo isso, dessas experiências, desde a época de quando começou, lá no Ultra Lounge, e falar dessa vivência nesses 30 anos de noite.

André Almada será homenageado em Belo Horizonte, MG




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