A edição de 2026 do Lollapalooza Brasil, marcada para os dias 20, 21 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, evidencia um movimento que vem ganhando força na indústria musical: a presença cada vez mais explícita de artistas LGBTQIA+ em posições centrais nos palcos de grandes festivais; confira a seguir!

Pop queer não pede licença
A presença de Chappell Roan como uma das principais atrações do evento marca um dos pontos de maior evidência desta edição, simbolizando a ascensão de narrativas sáficas ao topo das paradas globais. A cantora, que revela ser lésbica, fundamentou sua identidade artística em uma curadoria visual e sonora que reverencia a cultura drag e a estética clássica do burlesco, transformando o palco em um espaço de celebração política e estética. Em suas composições, Chappell Roan articula de forma sofisticada as experiências ligadas ao desejo, à liberdade e aos processos de construção de identidade, garantindo que as pessoas interessadas em música pop encontrem um trabalho que, embora lúdico, mantém um compromisso rigoroso com a verdade biográfica e a qualidade performática.
No cenário contemporâneo do rap, Doechii ocupa um espaço de relevância ao posicionar sua vivência como mulher lésbica no centro nevrálgico de sua produção artística. A trajetória da rapper norte-americana, marcada por uma técnica apurada e versatilidade sonora, reflete uma evolução que transborda as métricas musicais para alcançar uma dimensão de autenticidade pessoal, evidenciada inclusive pela atualização de suas diretrizes de identidade em plataformas digitais e redes sociais.
Já Tyler, The Creator segue como uma figura que tensiona categorias tradicionais dentro do hip hop. Embora evite rótulos fixos, com frequência, suas composições e entrevistas exploram questões ligadas à experiência queer, à fluidez da sexualidade e à atração por homens, especialmente em trabalhos como “Flower Boy” e “IGOR”. O artista já definiu sua sexualidade como uma “zona cinzenta” e relatou vivências com homens, optando por não se enquadrar em rótulos fixos.
Lorde, por sua vez, mantém uma abordagem marcadamente introspectiva ao tratar das nuances de gênero em sua trajetória pública. Em declarações recentes que repercutiram na imprensa internacional, a artista compartilhou reflexões sobre sua relação com a própria identidade e o corpo, afirmando: “Me sinto um homem e uma mulher”. Embora a frase sugira uma percepção de fluidez interna, a cantora não deixa de se identificar como uma mulher cisgênero, utilizando a metáfora para descrever oscilações de energia e expressão que desafiam binarismos rígidos.
Ecossistema e derivações do orgulho
Além dos headliners, o festival inclui artistas cuja produção se conecta à cultura LGBTQIA+ de diferentes formas. É o caso de Blood Orange, projeto de Devonté Hynes, que aborda questões raciais e de gênero em sua discografia, com referências recorrentes à vivência de pessoas trans e negras.
No epicentro desse ecossistema, Sabrina Carpenter surge como uma figura que, embora transite pelo mainstream, estabelece uma conexão orgânica com a cultura LGBTQIA+ através de uma estética marcadamente camp e performática. Atualmente, a artista tem sido celebrada por pessoas interessadas em música pop que enxergam em suas letras e videoclipes (repletos de ironia, referências ao cinema clássico e uma hiperfeminilidade autoconsciente) um diálogo direto com a sensibilidade queer.
No cenário nacional, JADSA se destaca ao tratar de lesbianidade e identidade em sua obra, enquanto Bruna Strait representa a presença de mulheres na cena eletrônica com forte interlocução com o público LGBTQIA+. Já o duo Brutalismus 3000 dialoga com a estética de clubes europeus marcados pela diversidade de corpos e expressões.
Line-up completo e horários
Sexta-feira, 20 de março
12h45 – Stefanie
14h45 – Negra Li
16h55 – Blood Orange
19h05 – Doechii
21h30 – Sabrina Carpenter
Palco Samsung Galaxy
12h00 – 89 FM
13h40 – Terraplana
15h50 – Viagra Boys
18h00 – Interpol
20h10 – Deftones
Palco Flying Fish
12h45 – WØRST
14h45 – Scalene
16h55 – Ruel
19h05 – Men I Trust
21h30 – Edson Gomes
Palco Perry’s by Fiat
12h00 – Camila Jun
13h00 – Bruna Strait
14h15 – ATKÖ
15h30 – Aline Rocha
16h45 – Horsegiirl
18h00 – DJ Diesel
19h15 – BUNT.
20h30 – Ben Böhmer
22h15 – Kygo

Sábado, 21 de março
12h45 – JADSA
14h45 – Agnes Nunes
16h55 – Marina
19h05 – Lewis Capaldi
21h30 – Chappell Roan
Palco Samsung Galaxy
12h00 – Hurricanes
13h40 – Varanda
15h50 – Foto em Grupo
18h00 – Cypress Hill
20h10 – Skrillex
Palco Flying Fish
12h45 – Artur Menezes
14h45 – Cidade Dormitório
16h55 – The Warning
19h05 – TV Girl
21h30 – RIIZE
Palco Perry’s by Fiat
12h00 – Blackat
13h00 – Marcelin O Brabo
14h15 – Crizin da Z.O.
15h30 – Febre90s
16h45 – N.I.N.A
18h00 – Hamdi
19h15 – 2Hollis (Rommulas)
20h30 – MU540
22h00 – Brutalismus 3000

Domingo, 22 de março
12h45 – Papisa
14h45 – Mundo Livre S/A
16h55 – Djo
19h05 – Turnstile
21h30 – Tyler, The Creator
Palco Samsung Galaxy
12h00 – Jonabug
13h40 – Nina Maia
15h50 – Royel Otis
18h00 – Addison Rae
20h10 – Lorde
Palco Flying Fish
12h45 – Papangu
14h45 – Orúã
16h55 – Balu Brigada
19h05 – FBC
21h30 – Katseye
Palco Perry’s by Fiat
12h00 – Flávia Durante
13h00 – Entropia
14h00 – Analu
15h15 – Alírio
16h30 – Ildibra
17h45 – Zopelar
19h00 – RØZ
20h15 – ¥ØU$UKE ¥UK1MAT$U
21h45 – Peggy Gou

Serviço
Evento: Lollapalooza Brasil 2026
Datas: 20, 21 e 22 de março de 2026
Local: Autódromo de Interlagos, São Paulo, SP
Abertura dos portões: por volta do meio-dia
Ingressos: neste link
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