O turismo LGBTQIA+ é um mercado poderoso, que alcançou cerca de US$ 500 bilhões globalmente só no ano anterior (2023), com um gasto médio por viagem substancialmente superior ao dos turistas em geral. No entanto, a discriminação ainda afeta a escolha dos destinos. Mais de 70 países apresentam leis que penalizam relações homoafetivas, levando muitos viajantes LGBTQIA+ a excluir esses locais de suas opções de viagem, o que impacta diretamente a economia dessas regiões.
Segundo dados da Booking.com, veiculados pelo jornal Estado de Minas, dos US$ 500 bilhões (R$ 2,4 trilhões) arrecadados em 2023, US$ 64 bilhões (R$ 313 bilhões) competem apenas à Europa. Cada viajante LGBTQIA+ gasta, em média, US$ 1.270 (R$ 6.965) por viagem, o que é 28% mais do que os US$ 990 (R$ 5.430) que os turistas em geral costumam gastar.
No Brasil, eventos como a Parada do Orgulho de São Paulo têm se mostrado um forte atrativo para o turismo LGBTQIA+, atraindo um grande número de visitantes internacionais e impulsionando o setor. Ainda assim, a segurança e a aceitação continuam sendo preocupações para os viajantes.

Segurança na escolha de destinos
Pesquisas indicam que os turistas LGBTQIA+ são meticulosos na seleção de destinos, priorizando locais que promovam uma atmosfera de aceitação e onde possam ser autênticos sem receio. Legislação favorável, reportagens positivas sobre experiências de outros viajantes e uma recepção calorosa da comunidade local são fatores chave nessa escolha.
Para muitos viajantes LGBTQIA+ brasileiros, de acordo com os dados levantados, ser autêntico é crucial ao escolher um destino, sendo o segundo critério mais valorizado (75%), apenas atrás do custo das acomodações (82%). 70% prestam prestam atenção nas notícias sobre experiências de outros viajantes, 67% analisam as leis locais sobre direitos LGBTQIA+ e 64% pensam na aceitação geral em cada lugar.
Cerca de 38% dos viajantes desistem de ir a lugares que não são vistos como apoiadores da população LGBTQIA+. Mais da metade (56%) escolhe destinos conhecidos por serem inclusivos. A maioria (62%) prefere visitar lugares já populares entre turistas LGBTQIA+, enquanto 51% também considera destinos onde sua presença pode ajudar a aumentar a aceitação. A cultura pop LGBTQIA+ também influencia suas decisões, com 70% dos viajantes inclinados a visitar locais inspirados por ela.
Discriminação
Os dados revelam que, entre os viajantes brasileiros parte da população LGTQIA+, quase metade deles (46%) espera enfrentar discriminação de outros turistas e 49% dos moradores locais nos destinos que visitam. Além disso, 58% afirmaram que já passaram por algum tipo de discriminação em suas viagens. Ainda dos que responderam à pesquisa, 47% das pessoas diz que ser LGBTQIA+ faz com que se sintam mais inseguros e preocupados nas viagens.
No Brasil, a pesquisa aponta que quase um terço (27%) dos viajantes LGBTQIA+ já enfrentou discriminação durante um voo por causa de sua identidade. Além disso, 39% temem sentar ao lado de estranhos por medo de reações negativas. Para evitar desconfortos, mais da metade (52%) desses viajantes opta por reservar assentos específicos antecipadamente, reduzindo a interação com outros passageiros.
Infelizmente, a discriminação ainda é uma realidade no turismo, com muitos relatando comportamentos negativos durante as viagens, tanto em voos quanto em interações locais. Isso tem levado a estratégias de autoproteção, como a reserva antecipada de assentos em voos e até a adoção de “alter-egos” para evitar discriminação.
São Paulo lidera como destino LGBTQIA+, segundo pesquisa da Booking.com
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