Na última segunda-feira (30), faleceu o ator Gavin Creel, aos 48 anos, devido a um sarcoma melanótico metastático da bainha do nervo periférico, um tipo raro de câncer diagnosticado há dois meses. A confirmação de sua morte foi feita por seu parceiro, Alex Temple Ward, através do publicitário Matt Polk. As informações são do The New York Times.

Quem foi Gavin Creel
Nascido em 18 de abril de 1976, em Findlay, Ohio, nos Estados Unidos, Gavin Creel foi um ator e cantor que se destacou no teatro musical. Ele fez sua estreia na Broadway em 2002 com o papel de Jimmy Smith em “Thoroughly Modern Millie“, ao lado de Sutton Foster como Millie Dillmount, e rapidamente se tornou conhecido.
Durante sua carreira, Creel foi elogiado por suas interpretações em vários revivais de sucesso, incluindo “La Cage aux Folles“, no qual interpretou o filho hétero de um casal gay, “Hair“, “She Loves Me“, “Into the Woods” e “Hello, Dolly!” em 2017, quando ganhou um Tony Award por sua performance.

Além de sua carreira nos palcos, Creel também teve uma presença significativa em movimentos sociais, especialmente em defesa dos direitos LGBTQIA+. Ele co-fundou a organização Broadway Impact, que apoiava o casamento entre pessoas do mesmo sexo nos EUA. Em 2009, o ator também convenceu os produtores de “Hair” a cancelarem uma apresentação para que o elenco e a equipe pudessem participar de uma marcha LGBTQIA+ em Washington.
Além disso, em 2021, Gavin apareceu em dois episódios de “American Horror Story“, série de Ryan Murphy, interpretando Troy Winslow, marido de Michael Winslow (Matt Bomer). Em declaração ao Theatrely, relembrado pelo portal Hugo Gloss, o ator disse: “Quero contar mais histórias gays. Ryan Murphy é o herói de colocar especialmente a comunidade gay e as histórias na tela. Estou tão animado por ter sido um personagem gay interessante, estranho e complexo, e não são apenas os estereótipos padrão”.
Representatividade LGBTQIA+
Creel falava frequentemente sobre os desafios de crescer em um ambiente “supercristão” e como isso influenciou tanto sua vida pessoal quanto sua carreira artística. Em entrevista ao podcast de Bobby Steggert, “The Quiet Part Out Loud”, Creel destacou que uma das cicatrizes dessa parte de sua vida é “até hoje tentar desprogramar a dor que a igreja me causou e ter uma aversão enorme à religião organizada e às maneiras como ela se infiltra nas leis e escolas“.

Gavin Creel também dedicou-se a projetos que combinavam arte e reflexões pessoais. Um desses projetos foi “Walk on Through: Confessions of a Museum Novice“, uma peça autobiográfica sobre sua relação com a arte e o Museu Metropolitano de Arte, que se tornou um refúgio durante a pandemia de covid-19.
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