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O meio-campista Federico Bernardeschi, atualmente no Bologna, falou sobre os episódios de homofobia que enfrentou ao longo da carreira, durante entrevista ao podcast The BSMT. Mesmo sendo heterossexual, o jogador de 31 anos relembrou situações em que foi alvo de ataques por suas escolhas estéticas e posicionamentos públicos.

Jogador Italiano questiona ataques homofóbicos: ‘E se eu fosse gay?' - Reprodução
Jogador Italiano questiona ataques homofóbicos: ‘E se eu fosse gay?’ – Reprodução

“Doze anos atrás eu usei uma saia, e qual é o problema?”, disse. “Começaram a dizer que eu era gay. E se eu fosse? Qual o problema? Eu teria orgulho. Tiro o chapéu para quem teve coragem de se declarar.”

Jogador Italiano questiona ataques homofóbicos: ‘E se eu fosse gay?' - Reprodução
Jogador Italiano questiona ataques homofóbicos: ‘E se eu fosse gay?’ – Reprodução

O atleta, que é casado com Veronica Ciardi desde 2021 e pai de duas meninas, Deva e Lena, contou que as ofensas o afetaram mais na juventude. “Na época eu tinha 20 anos e ler aquelas palavras me machucou, eu sofri”, revelou. “Mas qual o problema? Se eu gosto, eu vou usar.”

Jogador Italiano questiona ataques homofóbicos: ‘E se eu fosse gay?' - Reprodução
Jogador Italiano questiona ataques homofóbicos: ‘E se eu fosse gay?’ – Reprodução

Bernardeschi também falou sobre a importância de figuras públicas abordarem temas sociais. “Hoje levo com mais leveza, aprendi a rir de mim mesmo. Quando você entende que sua imagem pública é diferente de quem você realmente é, isso muda tudo. Acredito que como figuras públicas, temos uma grande responsabilidade em comunicar mensagens positivas. Precisamos nos posicionar mais, principalmente diante das injustiças do mundo.”

Durante a Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar, o jogador demonstrou apoio à visibilidade LGBTQIA+ ao pintar listras com as cores do arco-íris na mão enquanto atuava como comentarista da Rai 1.

No podcast, Bernardeschi ainda destacou a importância do autoconhecimento. “Comecei a trabalhar em mim mesmo não apenas no ano passado, mas três anos antes disso. E continuo. Se você entende de onde vem o problema, pode resolvê-lo. O fracasso faz parte da vida e é preciso tentar entender, ir mais fundo, colocar-se em primeiro lugar, sem apontar culpados.”

Encerrando sua fala com uma mensagem de liberdade, ele declarou: “Quantas vezes já disseram que eu sou gay? E se eu fosse, vocês acham que eu não diria? Qual o problema? Ao contrário, teria orgulho. E para quem… diz isso, ******! Neste mundo, todo mundo deveria ser livre para fazer o que quiser.”

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