O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Júlio Cesar de Oliveira por filmar e divulgar cenas de nudez e atos sexuais do ator Reynaldo Gianecchini sem o consentimento do artista. A promotora Ana Maria Aiello Demadis, responsável pela denúncia, aponta que o acusado pode responder por crimes previstos nos artigos 216-B e 218-C do Código Penal. As informações da Folha de S.Paulo.

Homem vaza vídeo íntimo de Reynaldo Gianecchini
Segundo a denúncia, o contato entre Júlio e Gianecchini começou em 2018, quando o acusado tentava “insistentemente, entrar em contato com o ofendido [Gianecchini] por intermédio de redes sociais”. Após anos de tentativas, em 2022, Gianecchini respondeu às mensagens, e ambos iniciaram uma “amizade virtual”.
Durante as conversas, Júlio teria começado a enviar mensagens com teor sexual e fotos íntimas suas, pedindo, em troca, fotos do ator. A promotoria afirma que, após ganhar a confiança do artista, Júlio convenceu Gianecchini a participar de atos íntimos durante uma chamada de vídeo e, “sem que Reynaldo percebesse, e sem o seu consentimento, Julio registrou a cena com seu aparelho celular“.
Conforme relatado no documento do MPSP, Júlio teria então usado as gravações para autopromoção e como forma de vingança após o afastamento do ator, que se distanciou ao perceber que o acusado estava mais interessado em ganhar fama e seguidores.
A divulgação do vídeo teria ocorrido quando Júlio decidiu expor o material nas redes sociais. “Imbuído, assim, de intuito de vingança e para humilhar a vítima, bem como visando seu intuito inicial, de ganhar seguidores e fama, o denunciado resolveu divulgar o vídeo“, afirma a denúncia.
Repercussão nas redes sociais
Ainda segundo a Folha, as imagens, que circulam em redes e sites pornográficos, teriam causado grande abalo ao ator. Em contrapartida, Júlio, segundo a denúncia, “conseguiu fama momentânea e aumento significativo em seu número de seguidores, objetivo inicial de sua conduta desde o início, ao se aproximar da vítima“.
Chamado a depor, Júlio preferiu pelo silêncio. Ele alegou em redes sociais que teve seu celular hackeado, versão que, segundo a promotora, é contraditória com o conteúdo das mensagens e outras provas anexadas ao processo.
A promotoria agora aguarda a decisão judicial sobre o prosseguimento da denúncia. Caso seja condenado, Júlio pode enfrentar até cinco anos de prisão pelas acusações de violação de intimidade e exposição não consensual.
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