A Marcha do Orgulho LGBTQIA+ em Jerusalém, em Israel, realizada na quinta-feira, 1º de junho, foi marcada por público recorde, com a participação de cerca de 30.000 pessoas, segundo os organizadores.
“Israelenses se uniram para dar visibilidade à causa e ocupar a cidade, tão marcada por traços religiosos e conservadores. Benny Gantz, um dos nomes mais fortes da oposição e líder das pesquisas eleitorais, discursou no evento. E, enquanto a manifestação ocorria, também havia um pequeno grupo de cerca de 40 pessoas contra a marcha, incluindo o Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, compõe um dos governos mais conservadores da história do país”, destaca Anita Efraim, mestre em Comunicação Política e coordenadora de comunicações do Instituto Brasil-Israel (IBI).
Segundo o IBI, o recorde de público da Marcha do Orgulho LGBTQIA+ é outro sinal importante de força e mobilização da sociedade israelense, que há semanas saiu às ruas em protesto contra a tentativa de Netanyahu de aprovar uma reforma judicial que ameaça perigosamente a democracia do país.
Nesse sentido, a jornalista e correspondente do IBI em Israel, Daniela Kresch, explica a relevância de um público tão expressivo, especialmente no evento em Jerusalém: “A cidade é dominada por dois grupos conservadores, que são os ultraortodoxos e os palestinos que lá residem. Então, há uma minoria secular que é mais progressista e, apesar de ser uma minoria cada vez menor, não para de lutar pelos seus direitos de ser quem querem ser, algo que a cada dia é mais difícil em Jerusalém”.
Daniela aponta que além do recorde de público, “outro ponto positivo do evento foi ver pessoas não seculares e até religiosas presentes na marcha. Ou seja, outras vozes estão surgindo, o que representa uma vitória e um bom sinal para a comunidade LGBTQIA+”.
É importante lembrar que a Marcha do Orgulho LGBTQIA+ ocorre em meio a protestos de grande parte da sociedade israelense contra a reforma judicial que, se aprovada, tiraria poder do Supremo Tribunal, que tem um papel fundamental na defesa de minorias em Israel.
O judiciário é responsável, por exemplo, por garantir direitos para os ultraortodoxos, mas também para a população LGBTQIA+, etíopes e outros grupos minoritários. “Em um governo como o de Netanyahu, com membros religiosos contrários aos direitos da população LGBTQIA+, conquistas importantes possibilitadas pelo judiciário podem ser revogadas”, alerta Anita, coordenadora do IBI.








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