O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou uma reunião urgente de uma comissão de seguimento do plano de luta contra crimes de ódio depois de uma agressão homofóbica a um jovem de 20 anos. As informações são do Sic Notícias.
Segundo a porta-voz de Sánchez, Isabel Rodríguel, o chefe do executivo quer “liderar pessoalmente” esta matéria e irá participar no encontro convocado para esta sexta-feira, dia 10 de setembro.
O ataque homofóbico ocorreu no domingo, dia 5 de setembro, quando oito homens encapuzados agrediram um homem de 20 anos na porta de sua casa, em Madrid, atirando-o ao chão, cortando seu lábio e escrevendo a palavra “maricón” (maricas) em uma das nádegas com uma navalha.
Os ativistas LGBTQIA+ denunciaram o aumento da homotransfobia no país e anunciaram que irão realizar protestos de rua nos próximos dias. Além disso, eles denunciam que as estatísticas oficiais apresentam apenas “uma fração” do real problema, considerando que muitos incidentes não são relatados.

Em julho, o assassinato do auxiliar de enfermagem nascido no Brasil, Samuel Luiz Muñiz, em La Coruña, Espanha, despertou uma onda de protestos pelos direitos LGBTQIA+ e virou notícia no mundo inteiro.
Segundo a imprensa espanhola, Samuel nasceu no Brasil, mas chegou à Espanha com 1 ano de idade. As denúncias de testemunhas indicam que a morte do jovem se deu por homofobia. O crime ocorreu em frente a uma balada, na segunda noite em que La Coruña abria as portas de suas casas noturnas. Na véspera, Samuel também tinha saído, aproveitando o início do verão.
Uma amiga dele, Lina, testemunhou o crime e concedeu uma entrevista ao jornal espanhol El Mundo, explicando que a dupla deixou a casa noturna um pouco antes das 3h da manhã para fumar e fazer uma videochamada para Vanesa, namorada de Lina. Em determinado momento da conversa, eles foram intimidados por um jovem que passou acompanhado por uma mulher, e reclamou que estava sendo filmado. Enquanto tentavam explicar que estavam numa conversa, Samuel teria sido ameaçado: “Ou pare de gravar ou eu mato você, v****”, teria dito o criminoso.
Samuel teria tido tempo apenas para responder “vi*** o quê?!”, e logo em seguido foi agredido com um soco forte. Lina e um jovem desconhecido teriam conseguido separar e parar o agressor. Minutos depois, ele teria retornado com um grupo grande, que Lina calcula ser entre 12 pessoas, e eles espancaram Samuel até a morte gritando “vi*** de me***”. Em seguida, eles fugiram. Equipes de socorro tentaram reanimá-lo por duas horas, sem sucesso.
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