Alter-ego do ator e cantor Harris Glenn Milstead (1945-1988), a drag queen Divine se tornou ícone do cinema underground norte-americano. Atuou em mais ou menos vinte filmes entre os anos de 1960 e 1980. A drag fez carreira na música e serviu até de inspiração para a vilã de “A Pequena Sereia” da Disney.

Nascido em uma família conservadora de classe média alta de Baltimore, nos Estados Unidos, Harris teve uma infância difícil, sofrendo bullying por ser afeminado. Aos 16 anos, se inspirando na figura de Elizabeth Taylor, começou a se montar de drag.
Desde então, participou de concursos de drags, mas logo desistiu por achá-los caretas demais para seu estilo escrachado e trash. É nesse contexto que a personagem Divine ganha vida, como uma espécie de “caricatura das drags” com maquiagem pesada, roupas chamativas e linguajar obsceno.

Divine virou musa do cineasta cult John Waters, estrelando vários de seus filmes que, mesmo com poucos recursos, esbanjam criatividade. A drag conquistou admiradores do meio underground e acabou se mudando para São Francisco, se apresentando em espetáculos repletos de humor e originalidade. Divine influenciou a arte drag no mundo, incluindo no Brasil, como a drag Laura de Vison.

O longa Pink Flamingos (1972) marcaria o nome da famosa drag no cinema americano. No filme, ela interpreta uma mulher que se define como a pessoa “mais suja do mundo”, com cenas grotescas que só atiçaram a curiosidade dos espectadores em assistir o filme na época.

No início dos anos 1980, ela investiu na carreira musical se aproveitando da fama, conquistando sucesso com singles tocados nos Estados Unidos e Europa, além de realizar turnês e participações na TV.
Harris era um homem gay e não transexual, como muita gente na época imaginava. Sem seu vestuário extravagante, ele era tímido, completamente diferente da Divine. A aclamação da crítica e público veio em 1988 com o longa HairSpray, dirigido por Waters. O filme fez um tremendo sucesso, surpreendendo seus realizadores, resultando em musicais na Broadway, peças teatrais e uma refilmagem em 2007.

Um dia antes de participar de uma série de comédia da TV, Divine veio a óbito vítima de parada cardíaca enquanto dormia em um hotel em Los Angeles.
Desde sua morte, Divine manteve-se uma figura cultuada, especialmente dentro da comunidade LGBT. Vários livros e documentários dedicados à sua vida também foram produzidos, incluindo “Divine Trash” (1998) e “I Am Divine” (2013).

Site oficial: divineofficial.com
Junte-se à nossa comunidade
Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais, eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.














