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Sob o embalo da música negra e o ritmo afrobeat, ontem (01) foi disponibilizado o clipe do single “Doce Manga”, do projeto mineiro Espelhos de Okê. A produção remete ao contexto de isolamento social, enquanto traz em sua letra a ironia de quem romantiza a vida. A música é um lançamento da Alcalina Records e antecipa o disco de estreia do grupo, “Vista Sua Armadura Mais Bonita”, com lançamento marcado para outubro de 2021.

Flavy Matos, uma das principais vozes do Espelhos de Okê, diz que a canção cria uma metáfora sobre a inversão de valores  ao deixar de observar coisas simples que podem ser melhores que os problemas. “A música surgiu em meio ao contexto pandêmico de lockdown no qual estávamos adaptando à  nova realidade de isolamento. Com sonoridade dançante ironiza esse momento e é um resultado de reflexões de mudanças de valores, enxergar doçura em meio ao caos e valorizar as coisas pequenas e simples onde podemos encontrar felicidade”, pontua.

(Foto:Divulgação)

Segundo o projeto, o clipe, que tem direção de Junior Silva, foi criado com a intenção de trazer um visual dos contrapontos. As cenas com cores saturadas trazem a alegria e descontração trazidas pela manga no contexto. Já quando a banda aparece com os figurinos em cores frias, a felicidade não está tão presente.

A nova produção da banda sucede os singles “Yeye Oke” e “Bomba Viva”, ambos lançados junto do selo paulista Alcalina Records, disponíveis no canal do Espelhos de Okê.

A banda Espelhos de Okê

A banda de Patos de Minas (MG) é fortemente influenciada pelo tropicalismo, psicodelia e a união da guitarra com elementos sonoros regionais. Como inspiração, a Espelhos de Okê tem alguns artistas clássicos como Secos e Molhados, The Doors, Erykah Baduh. Gil, Caetano, Mutantes, e ainda Céu, Raul Misturada, Jussara Marçal, Dandara Modesto, Rihanna, entre outros.

Criado durante o ano de 2020, o projeto musical é idealizado pela cantora Flavy Matos, que atua na música desde 2004. “A mistura de referências tão distintas é a origem da miscigenação da música popular brasileira, no nosso caso, música popular brasileira psicodélica. Toda parte performática envolve o ouvinte criando uma atmosfera visual em torno das músicas. Além disso, as músicas são compostas por elementos eletrônicos que levam também para um universo  pop.”, analisa Flavy.

(Foto: Divulgação)

Segundo o grupo do interior de Minas Gerais, que trabalha de forma coletiva, a banda aborda em suas composições temáticas sobre o autoconhecimento, forças da natureza, espiritualidade, coletividade e questões sociais. O

Durante as performances, a ideia do grupo  é unir música, dança e teatro, a fim de proporcionar ao público uma nova experiência artística. Além de Flavy Matos (performance, voz), os artistas  Alan Girardeli (produtor musical, teclas, efeitos, baixo), Alexandre Rosa (violão e guitarra), Ciro Nunes (bateria e flauta), Zé Vitor Braga (performance, voz e percussão) e Marcella Melgaço (performance e voz) também integram o projeto..

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Jornalista formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (RS).