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O longa-metragem “Quando o Sangue Flui” marca a estreia mundial de dois jovens cineastas cariocas no festival CineFantasy. Dirigido por Cainã de Paulo, 19 anos, e Pedro Valle, 23, o filme revisita o mito do vampiro em chave tropical, LGBTQIA+ e antropofágica, ambientado em uma Ipanema surreal.

Cinema independente revisita mito do vampiro em versão LGBT+
Cinema independente revisita mito do vampiro em versão LGBT+ (Foto: divulgação)

Rodado em preto e branco, o projeto se apoia em referências do cinema marginal e de nomes como Rogério Sganzerla, Júlio Bressani, Jean-Luc Godard e Neville D’Almeida. Com estética fragmentada, montagem não linear e humor ácido, a obra propõe uma narrativa experimental que mistura grotesco, colagens visuais e diálogos com o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade.

Assista ao teaser clicando aqui.

Vampirismo tropical e estética experimental

A produção, assinada pela Marina de Ideias Produções, apostou em um intercâmbio intergeracional: unir jovens talentos a profissionais experientes. O elenco é formado majoritariamente por artistas LGBTQIA+. A atriz Marina Lessa Trindade, que já havia atuado em cinco curtas este ano, estreia no cinema como protagonista no papel de Monique. Seu pai, o ator Aramis Trindade, também integra o filme, uma parceria familiar na tela.

Outros nomes completam o elenco: Kauã Rodriguez (Claudie), em seu primeiro protagonista no cinema; Sérgio Mascouto (Júlio), já colaborador de Pedro Valle em curta anterior; além de Maju Souza (Paula), Sofia Sthel (Ana), Ticiana Studart (senhora indefinida) e Daniel Bauerfeldt (psiquiatra).

Cinema independente revisita mito do vampiro em versão LGBT+ (Foto: divulgação)

Viabilizado sem leis de incentivo, o filme contou com financiamento coletivo, apoio de colaboradores e parcerias de serviços. O enredo ultrapassa o gênero do terror e aborda questões como repressão, desejo, identidade, apropriação cultural, vazio contemporâneo e a função simbólica da arte. Ademais, as referências à cultura brasileira atravessam a obra, evocando nomes como Paulo Leminski, Torquato Neto, Júpiter Maçã e a Tropicália.




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