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Em entrevista entrevista para a Variety, veiculada na sexta-feira (05), o ator François Arnaud comentou sobre o romance apresentado no terceiro episódio da série “Heated Rivalry”, além de falar sobre as cenas de sexo do personagem e relembrar como foi tornar pública sua bissexualidade. A produção ainda não tem data de estreia confirmada no Brasil.

François Arnaud comenta romance, cenas de s3x0 e bissexualidade em 'Heated Rivalry'
François Arnaud comenta romance, cenas de s3x0 e bissexualidade em ‘Heated Rivalry’ (Foto: reprodução)

No episódio, a trama se afasta temporariamente da relação central entre Shane Hollander e Ilya Rozanov para acompanhar o envolvimento rápido e intenso entre Scott Hunter, personagem de Arnaud, e Kip, um atendente de loja vivido por Robbie GK. Segundo o ator, a virada de foco foi surpreendente até para ele ao ler o roteiro: Foi algo totalmente inesperado. E é uma mudança de tom completa”.

Diferente da dinâmica casual, Scott e Kip vivem um namoro mais direto. Ao longo da história, Scott enfrenta o fato de ainda não ter declarado sua sexualidade, o que afeta o relacionamento e gera conflitos, especialmente por medo de exposição pública. Arnaud explicou que seu personagem está emocionalmente disponível para a relação, mas travado pelas escolhas e renúncias que fez ao longo da carreira. “Há algo de triste nesse cara, porque, de muitas maneiras, ele está completamente disponível emocionalmente para o que está acontecendo com essa nova pessoa”, diz.

Para ele, Scott quer viver o romance, mas não consegue conciliar esse desejo com o medo de assumir quem é: “Todos os sacrifícios que fez até então. Ele quer, mas não consegue. Há algo verdadeiramente paralisado nele”.

François Arnaud comenta cenas quentes

Sobre as sequências de sexo, Arnaud afirmou que se sentiu impactado inicialmente pela intensidade, mas destacou que elas têm função narrativa. “No início, fiquei um pouco impressionado, talvez, com a intensidade das cenas de sexo, mas sabia que Jacob tinha algo que ele iria subverter”, conta.

Segundo ele, as cenas ajudam a aprofundar os personagens e a conduzir o arco emocional da história: “As pessoas se interessam pelos aspectos picantes, e não há nada de errado nisso, mas acho que Jacob usa isso muito bem para revelar camadas da história. Acho que o final é bastante impactante emocionalmente”.

O ator revelou ainda que trabalhou de forma próxima com o colega Robbie GK e com a coordenadora de intimidade durante as gravações. As cenas, filmadas ao longo de dois dias, foram planejadas para fugir de estereótipos e mostrar vulnerabilidade no personagem de Scott. “Estávamos fazendo piadas sobre pênis antes das cenas de sexo, mas assim que as câmeras começaram a gravar, nos concentramos na realidade desses personagens e não sentimos vontade de rir”, diz Arnaud.

Ademais, Arnaud afirmou que um momento específico foi reformulado. “Scott, o jogador de hóquei superstar, era obviamente o ativo e o rapaz do smoothie era o passivo, mas nós queríamos inverter essa dinâmica de uma forma surpreendente”, diz Arnaud. “Acho que isso demonstra uma vulnerabilidade em [Scott], o que, na minha opinião, é muito mais fácil de se identificar do que simplesmente confiná-lo a um estereótipo”.

Sobre as cenas de nudez, o ator destaca: “Jogadores de hóquei não são tão musculosos quanto esses personagens. Eles são mais encorpados. Têm coxas grossas como troncos de árvore. Esse não é o meu tipo físico. Mas eu queria parecer um atleta profissional. Então malhei bastante. Mas aí, como sempre, no dia em que eu deveria ficar nu, meio que entrei em pânico e comi um monte de donuts no serviço de alimentação”.

François Arnaud como Scott Hunter e Robbie GK como Kip Grady em “Heated Rivalry” (Foto: reprodução)

Bissexualidade

Durante a entrevista, Arnaud também voltou a comentar sobre sua própria sexualidade. Em 2020, ele se declarou bissexual publicamente nas redes sociais. Agora, afirmou que tomou essa decisão porque não queria se esconder nem agir como se houvesse vergonha em quem ele é.

A única razão pela qual eu disse algo… é porque não me senti envergonhado”, diz ele. “Senti que esconder, ocultar ativamente, o que eu teria que fazer naquele momento, seria um ato que indicaria vergonha. Pensei: ‘Não é assim que me sinto’. Disse porque não queria me esconder. Mas não tenho muito interesse em falar sobre meus relacionamentos, nem nada disso. Não quero convidar pessoas para minha casa”.

É absurdo pensar que se deva perguntar sobre a sexualidade de alguém quando essa pessoa está tentando conseguir um emprego”, diz ele. “É uma loucura, como se só fôssemos contratá-lo se ele fosse gay? E aí perguntam: ‘Quão gay você é?’ É um espectro”, conclui.

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