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Com figurinos suntuosos e cenários que recriam a efervescência dos cabarés de Paris no início do século XX, a série “Montmartre” estreou na TF1 com a proposta de ir além do drama histórico convencional. A narrativa acompanha os dilemas de um jovem burguês que se apaixona por outro homem, expondo como a moral da época impunha silêncio e vergonha aos afetos considerados fora da norma.

'Montmartre' revela romance gay proibido na efervescência dos cabarés parisienses de 1900 - Reprodução
‘Montmartre’ revela romance gay proibido na efervescência dos cabarés parisienses de 1900 – Reprodução

O protagonista Arsène, interpretado por Victor Meutelet, é um engenheiro promissor da alta sociedade parisiense. Sua trajetória se complica quando desenvolve sentimentos por Youri, diretor artístico do cabaré “L’Éléphant Rose”, interpretado por Pablo Pauly. Vivido sob vigilância constante, o romance homoafetivo entre os dois personagens revela a tensão entre desejo e repressão em uma sociedade que relegava a homossexualidade ao segredo, à marginalização ou ao escândalo.

“Eu queria que a história entre Arsène e Youri fosse apenas uma história de amor, como qualquer outra”, afirmou Meutelet ao site Allociné. A série se destaca justamente por tratar o vínculo entre os dois personagens com sensibilidade e profundidade, sem recorrer a estereótipos, e mostrando como o amor, naquele contexto, era um risco social — sobretudo para homens inseridos na estrutura de poder e prestígio.

'Montmartre' revela romance gay proibido na efervescência dos cabarés parisienses de 1900 - Reprodução
‘Montmartre’ revela romance gay proibido na efervescência dos cabarés parisienses de 1900 – Reprodução

Dirigida por Louis Choquette e roteirizada por Brigitte Bémol e Julien Simonet, “Montmartre” também foca nas trajetórias paralelas de Céleste (Alice Dufour) e Rose (Claire Romain), irmãs de Arsène, separadas na infância e marcadas por trajetórias de exploração e resistência. Ambas enfrentam as barreiras impostas à mobilidade social e à autonomia feminina em uma época de fortes controles morais e econômicos.

A série propõe uma leitura crítica das estruturas de gênero e sexualidade da Belle Époque, evidenciando como a repressão aos corpos dissidentes era parte do tecido social da elite europeia. Ao abordar com realismo a invisibilidade imposta aos homens gays e os dilemas vividos por mulheres em situação de vulnerabilidade, “Montmartre” oferece uma reflexão relevante sobre o passado e suas ressonâncias no presente.

Com oito episódios, a série estreou no último dia 29 e está disponível sob demanda no catálogo da emissora TF1. Ainda não há previsão de exibição para o Brasil.

Assista ao trailer:




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