A jornalista Erika Palomino, com vasta trajetória no mapeamento da cultura underground no Brasil, lança uma edição atualizada de “Babado Forte”, seu livro publicado originalmente em 1999. Considerado um retrato aprofundado da vida noturna e das manifestações culturais brasileiras dos anos 90, a obra retorna ao público com uma proposta ambiciosa: explorar, com olhar renovado e rigor de pesquisa, as dinâmicas culturais e contraculturais dos últimos 35 anos.
Nesta edição expandida, o livro abandona as fronteiras iniciais do eixo Rio-São Paulo, anteriormente o foco central, e abre espaço para uma visão mais ampla e diversa, abrangendo novas realidades regionais e sociais. Agora, cenas urbanas vibrantes de cidades como São Luís, Belém, Recife e Salvador ganham destaque, ampliando o escopo da análise da jornalista sobre a cultura jovem no Brasil.

O novo “Babado Forte” inclui cerca de 70% de conteúdo inédito, com 200 depoimentos que percorrem a trajetória de personagens que marcaram as transformações culturais desde a década de 2000. As histórias são retratadas por meio de relatos detalhados que buscam desvendar as camadas da vida noturna e da juventude brasileira ao longo das últimas décadas. O livro revela cenas culturais que desenvolveram práticas e estéticas próprias, refletindo adaptações de influências internacionais e traçando um perfil que conecta identidades locais a movimentos globais.

Enquanto o livro original era centrado na cena clubber e na moda das noites cariocas e paulistanas, a nova edição coloca em destaque a pluralidade de manifestações culturais de outras regiões do país. Elementos como a cultura drag, o movimento ballroom e o baile funk recebem aqui uma abordagem que reflete as articulações de grupos LGBT+, de jovens negros e das periferias, sempre construindo espaços próprios de resistência e afirmação cultural. Surgem ainda novas formas de expressão que habitam a noite brasileira, como o tecnobrega, o piseiro e o brazilian bass, que, distantes de serem variações de gêneros consagrados, ganham significação própria e criam conexões complexas entre música e identidade.

Logo, “Babado Forte” visa, mais uma vez, se configurar como um documento de transição de eras e linguagens, em que o leitor acompanha as mutações que definiram o imaginário da juventude brasileira. Nas páginas, a noite é retratada como território mutante e de reinvenção, um espaço de criação cultural onde as fronteiras entre identidade e performance são constantemente ressignificadas. A obra também revisita o papel das festas e coletivos em suas dinâmicas políticas, refletindo sobre como movimentos periféricos e identitários reivindicam seu espaço no cenário cultural, ao mesmo tempo em que redesenham as paisagens urbanas e lançam novas linguagens ao mainstream.
Evento de lançamento e sessão de autógrafos
O lançamento da nova edição ocorrerá no dia 23 de novembro, com sessão de autógrafos na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. As pessoas interessadas poderão acompanhar conteúdos complementares e atualizações sobre o projeto nas redes sociais do livro (@bbdfrt) e no site oficial (bbdfrt.com).
Pré-venda: neste link.

Serviço
Babado Forte – 35 anos de Cultura Jovem no Brasil
Autoria: Erika Palomino
Sessão de autógrafos
Data: 23 de novembro, sábado
Horário: A partir das 15h
Local: Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94, São Paulo
Preço
R$169,90 (464 páginas)
Editora
Ubu Editora – Mais informações e compra
Sobre a autora
Erika Palomino, nascida no Rio de Janeiro em 1967, é jornalista, curadora e diretora criativa. Com uma carreira pioneira na cobertura da cultura jovem e suas expressões, assinou por 17 anos uma coluna na Folha de S.Paulo, além de atuar como diretora no Centro Cultural São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Erika acumula prêmios em sua trajetória e tem vasta experiência em mídia impressa, digital, rádio e TV, sendo uma das figuras de destaque na pesquisa e documentação da cultura underground brasileira.
Sobre o livro
Um cult do jornalismo e um ícone da pesquisa sobre a vida noturna urbana, Babado forte, ou BBD FRT, de Erika Palomino, ganha uma edição ampliada e atualizada para comemorar os 25 anos de sua primeira publicação e rever o que aconteceu com aquelas personagens e manifestações mapeadas pela autora. Enquanto a obra original reunia mais de cem relatos e entrevistas sobre a cena clubber nos anos 1990, focalizando o eixo Rio-São Paulo, a nova edição traz mais de 70% de conteúdo inédito, cobrindo também experiências mais recente de capitais como São Luís, Belém, Recife e Salvador para expandir a discussão sobre moda, música e noite no Brasil. Em uma série de relatos vibrantes e ricos em detalhes, Palomino narra a criação e a constante transformação de cenas singulares, mostrando como a resposta original de artistas locais a influências estrangeiras forjou fenômenos ancorados na realidade underground brasileira, como a cultura drag e o ballroom, as estéticas mandraka e de cria, festas de rua, itinerantes, raves, aparelhagens e bailes funk, que reverberam um mundo sociomusical único de ritmos que vão do tecnobrega ao hip-hop, do rap ao eletropagode, da house à pisadinha, do trap ao brazilian bass. Baseado em quase duas décadas de experiência de Palomino como colunista semanal da “Noite Ilustrada” na Folha de S.Paulo, em que a jornalista e curadora cobriu o cenário de dança, clubes noturnos e tendências da moda, este livro-reportagem conta com pesquisas de Camila Ribeiro, Carolina Casarin, Claudia Assef, Danilo Satou, Fabiano Moreira, Felipe Venancio, GG Albuquerque, Gilberto Porcidonio, Giu Mesquita, Hanayrá Negreiros, Lufe Steffen, Nerie Bento, Rafael Ricarte, Rener Oliveira e Tom Grito. BBD FRT traz reflexões a um só tempo sérias e despojadas sobre as produções originais surgidas nas cenas LGBT+, negra e periférica; a recepção criativa de artistas internacionais como Madonna e RuPaul; o papel político de grupos como a Mamba Negra e a Batekoo e o impacto cultural indelével de personagens que representam o espírito da contracultura em gerações de jovens do Brasil. Aqui a noite é apresentada como encruzilhada mutante de sons e de gentes, como ocupação urbana, como fonte de vida inesgotável para quem tem pressa de existir e encontrou sob a luz de LED seu lugar ao sol. O novo recorte do BBD FRT é uma realização do Centro Cultural Vale Maranhão.
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